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Editorial do O POVO – “Segurança pública: redução de roubos”



Com o título “Segurança pública: redução de roubos”, eis o Editorial do O POVO desta terça-feira. Confira:
A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS/CE), através de seu titular, André Costa, acaba de anunciar uma redução de mais de 20% no número de Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVPs) 1, em Fortaleza (esse tipo de crime inclui delitos como roubos a pedestres e de documentos), nos quatro primeiros meses deste ano, na Capital. Já os CVPs 2, que incluem roubos à residência, com restrição de liberdade e roubos de carga e veículos sofreram uma redução de 48,1%, em 2019, em comparação com 2018. No cômputo geral do Estado, seriam quase dois anos (23 meses) de diminuição mensal dos CVPs.
O órgão atribui esse sucesso às estratégias diferenciadas de combate às ações criminosas, distinguindo-as de acordo com a forma como são perpetrados os delitos: crimes de mobilidade e crimes territoriais. No combate aos primeiros, utilizam-se câmeras de videomonitoramento e instrumentos como o Spia (Sistema Policial Indicativo de Abordagem), uma ferramenta de inteligência artificial, de detecção automática dos veículos que devam ser objeto de investigação ou de abordagem.
(Foto – Arquivo)

Editorial do O POVO – “Liberalização do porte de armas: o horror”



Com o título “Liberalização do porte de armas: o horror”, eis o Editorial do O POVO desta quinta-feira. “Se essa loucura não for barrada pelo Congresso Nacional, a rotina dos massacres tresloucados será o tom da modernização à americana trazida ao Brasil pelo bolsonaro/olavismo. Um Deus-nos-acuda”, diz trecho do texto. Confira:
Com o Brasil mal refeito do trauma causado pelo massacre ocorrido na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), há menos de dois meses (13 de março de 2019), com o saldo de 10 mortes, o presidente Jair Bolsonaro acaba de assinar o decreto 9.785 que facilita o porte de armas de fogo para uma série de categorias de profissionais (20) e não mais apenas para caçadores, atiradores esportivos, colecionadores (CACs) e praças das Forças Armadas. A medida assinada também aumenta a possibilidade de importação de armas de fogo, antes restrita. Ou seja: o País entra numa situação de inopinada elevação de seu potencial de violência a níveis inimagináveis, e é criada, sub-repticiamente, uma reserva armada informal à disposição de quem tenha liderança para usá-la, num momento crítico. E isso é uma ameaça potencial não desprezível para a democracia, que deveria ser mais bem analisada, tanto pelas lideranças independentes, como pela massa crítica nacional.

Editorial do O POVO bate duro no reajuste de 16% dos ministros do STF

Com o título “Não são apenas 16%”, eis o Editorial do O POVO desta segunda-feira:

Sob qualquer ângulo que se analise a questão, o reajuste salarial de 16,38% concedido aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) é, para dizer o mínimo, inoportuno. No limite, constitui uma irresponsabilidade.
Se aprovado pelo presidente da República, o aumento elevaria os ganhos dos magistrados da Corte de R$ 33,7 mil para R$ 39,3 mil, gerando impacto anual de R$ 5,3 bilhões, segundo estudo sobre o Orçamento elaborado pelo próprio Senado.
O efeito, todavia, não se concentra apenas na União. O vencimento de um juiz do STF serve de parâmetro para outras categorias do funcionalismo público cujos salários avançariam na mesma proporção elástica.
É nesse ponto que o gesto dos senadores na última quarta-feira se torna ainda mais inconsequente. A maioria dos estados vive hoje uma grave crise fiscal, sem conseguir honrar compromissos básicos, como o pagamento de 13º salário. Esse abismo ganharia profundidade caso a majoração não seja vetada por Michel Temer (MDB).
Há elemento adicional a agravar essa equação, porém. As últimas eleições levaram de roldão boa parte do Congresso. Na Câmara dos Deputados, o índice de renovação foi de 51%. No Senado, o patamar foi de 85% das vagas disputadas (54).
Ora, o fato de que uma parte expressiva dos parlamentares não logrou reeleger-se não os autoriza a brincar com dinheiro público, aprovando a toque de caixa medidas que vão embaraçar sensivelmente as ações do próximo presidente.
Levado a plenário numa sessão que apanhou a todos de surpresa pela rapidez e presteza dos senadores, o reajuste não convém ao momento pelo qual o País passa, de lenta recuperação depois de sucessivos semestres patinando em recessão econômica, tampouco aos ventos de mudança que chegam inclusive ao Judiciário, cujas atitudes deveriam figurar como exemplo para os demais poderes da República.
Não é o que tem acontecido. No STF, poucos ministros se manifestaram contrariamente aos 16%. Entre eles, a ex-presidente Cármen Lúcia.
Há 13 milhões de brasileiros desempregados. Como explicar-lhes que, enquanto esperam na fila a abertura de postos de trabalho, o Senado, a menos de dois meses do Natal, presenteou servidores cujos salários ultrapassam facilmente a casa dos R$ 30 mil?
(Editorial do O POVO)

Editorial do O POVO – “As Perspectivas da Justiça do Ceará”

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Com o título “As Perspectivas da Justiça do Ceará”, eis o Editorial do O POVO desta segunda-feira:
A obrigação de todo agente público ser transparente e oferecer as explicações possíveis para deficiências eventualmente existentes no serviço que presta à sociedade. O desembargador Gladyson Pontes, cujo mandato como presidente do Tribunal de Justiça do Ceará se expira em 31 de janeiro de 2019, mostra sintonia importante com esta necessidade ao se abrir a uma análise de seus dois anos à frente do Poder, admitindo problemas, mas, ao mesmo tempo, indicando ações que criam a perspectiva de melhorias na qualidade do serviço ofertado a médio ou longo prazo.
Temos uma conjuntura em que a prestação jurisdicional parece longe de atender aos anseios da sociedade. Não é uma novidade, nem se pode atribuir o quadro à responsabilidade direta do atual grupo gestor da Justiça, à frente o desembargador Gladyson Pontes, que ontem, na edição dominical do O POVO, apresentou um balanço correto, honesto e consciente do que fez ou do que não teve condições de fazer em seu período como presidente. A complexidade não permite simplismos na análise de suas causas e projeção dos seus efeitos, mas é possível imaginar um futuro melhor quando se discute o que está sendo feito hoje de olho no que está por vir mais adiante.
O Ceará apresenta a justiça menos produtiva do País, ou seja, é comparado ao serviço prestado por outros estados com as mesmas restrições estruturais e econômicas que enfrentamos, que as nossas deficiências ganham destaque, o que costuma exigir explicações boas dos dirigentes responsáveis. O presidente atual tranquiliza, de certa forma, quando apresenta um balanço equilibrado de seus feitos, sem pirotecnias ou soluções mágicas, muito embora seja um cenário que indica que a pressão sobre o sucessor já escolhido, desembargador Washington Araújo, se manterá nos níveis em que está agora devido à realidade difícil projetada para o próximo período, começando por uma mudança profunda no quadro político-administrativo nacional que aponta mais dúvidas do que certezas.

Eleições afogadas por fake news


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Com o título “Eleições afogadas por fake news”, eis o Editorial do O POVO:

Causou grande impacto na opinião pública nacional a matéria da Folha de S. Paulo, publicada ontem, dando conta de que empresas estão comprando pacotes de disparos em massa de mensagens contra um dos candidatos à corrida eleitoral (o do PT) através do WhatsApp, difundindo inverdades (fake news) sobre suas propostas e atingindo sua honra pessoal e a de seus familiares. Cada contrato encampado por empresários chegaria a R$ 12 milhões, em flagrante violação da legislação eleitoral (caixa 2). Isso possibilita o financiamento de disparos de centenas de milhões de mensagens aos eleitores, fazendo-lhes uma verdadeira “lavagem cerebral” em favor do candidato Jair Bolsonaro (PSL), segundo a constatação da investigação jornalística.

Os dias mais tensos de uma campanha tensa

Com o título “Os dias mais tensos de uma campanha tensa”, eis o Editorial do O POVO desta segunda-feira:

São seis dias, a partir de hoje, para chegarmos ao esperado 7 de outubro, data em que milhões de nós iremos às urnas para o sagrado exercício cidadão do voto. Uma conquista do Brasil moderno e civilizado, que não pode ser submetida a qualquer risco, a despeito do desafio representado por estarmos experimentando uma das campanhas eleitorais mais confusas que nossa história já registrou.
Até pelo cenário caótico, polarizado e tenso, que a disputa pelo poder trouxe à realidade das ruas brasileiras, especialmente no tocante à eleição para presidência da República, os candidatos precisam assumir uma responsabilidade maior diante deste momento de reta final. O exemplo de cada um é fundamental para se ter garantido o ambiente de respeito às diferenças e aos diferentes que está na essência do espírito do que a democracia oferece e possibilita, na perspectiva de construção de uma sociedade que seja para todos, mais justa e melhor de se viver.

A Tragédia do Museu Nacional

Com o título ‘Tragédia do Museu Nacional”, eis o Editorial do O POVO desta terça-feira:
O mundo da Cultura (no Brasil, nas Américas e no planeta como um todo) chora a tragédia da destruição do Museu Nacional, por um incêndio devastador, que o consumiu durante a noite de domingo para segunda feira. E o lamento nacional e mundial tem razão de ser: trata-se de um dos maiores museus de história natural e de antropologia das Américas e guardião da memória de mais de cinco séculos da formação histórica, social e cultural brasileira, sem faltar a pré-história, como o diz bem um dos seus itens mais valiosos: o crâneo de “Luzia”, o fóssil mais antigo das Américas e tesouro arqueológico nacional. Ao todo, compreendia um acervo de mais de 20 milhões de itens e uma das maiores bibliotecas especializadas em Ciências Naturais do Brasil, com mais de 470.000 volumes e 2.400 obras raras.
O próprio conjunto arquitetônico que o abriga esteve umbilicalmente ligado à história política nacional, por ter servido de residência (Palácio de São Cristóvão) à família real portuguesa (de 1808 a 1821), e à família imperial brasileira (de 1822 a 1889).

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