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POLÍTICA ESTADUAL <> OPINIÃO <> Convenções são encenações que não convencem

Opinião: 
ROTEIRO CONHECIDO...
Vocês viram que, durante esses dois últimos finais de semana, os partidos políticos realizaram convenções para lançarem candidaturas. O roteiro é conhecido. Ambientes lotados, clima de festa, candidatos e vices sorridentes, acenos e discursos.

As atenções aumentam quando lideranças populistas, como Lula e Bolsonaro, se apresentam ao público, invariavelmente em performances que lembram um antigo comercial de videocassetes, quando um contrabandista paraguaio dizia: “la garantia soy yo” (tem o vídeo na Internet). Aliás, Lula e Bolsonaro, as duas faces do atual personalismo brasileiro, devem aparecer bastante em Fortaleza, onde seus candidatos são menos conhecidos pelo eleitorado.

Por essas e outras estou convencido de que as convenções partidárias não convencem a ninguém. Ora, quem acredita que estejam ali reunidos, cheios de amor, políticos e convencionais inundados de convicções altruístas e imunes às tentações dos cargos e verbas em disputa?

Na teoria, uma convenção deveria demonstrar vigor partidário, com filiados definindo, democraticamente, os representantes do conjunto de valores que os une. Na prática, porém, o partidarismo brasileiro é uma bagunça, com - pelo menos - 30 agremiações que, na maioria, servem a projetos de poder pessoais. O chefe manda, aponta o candidato, e o resto finge que o escolhe espontaneamente.

Resumindo, as convenções são encenações que não convencem, a não ser quem se deixar ser convencido, seja por paixão (tem gente pra tudo), seja de olho num carguinho lá na frente. É como dizia Brás Cubas, de Machado de Assis, entre o fim do Império e o início da nossa República: “Quem não sabe que ao pé de cada bandeira grande, pública, ostensiva, há muitas vezes outras bandeiras modestamente particulares, que se hasteiam e flutuam à sombra daquela, e não poucas vezes lhe sobrevivem?”

▫️Wanderley Filho é colunista de política da Jangadeiro BandNews FM 101.7.

Em livro, Moro diz que não viu corrupção em rachadinhas de Bolsonaro e que indicação ao STF seria “natural”

Após se lançar pré-candidato à Presidência pelo Podemos, Sergio Moro tenta reescrever a própria história e a ligação umbilical com Jair Bolsonaro (Sem partido) em livro festejado pela mídia liberal.

Recortes do livro confirmam que o ex-juiz, que aceitou ser “super” ministro da Justiça após influenciar nas eleições de 2018, esperava ser indicado por Bolsonaro para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF).

Com a mesma arrogância e prepotência que comandou as condenações na Lava Jato, muitas delas sem provas, Moro diz que “a indicação do meu nome viria naturalmente” ao STF, antes de dizer que “aqui de fato fui ingênuo, admito”.

“Evidentemente eu não descartava a possibilidade de ser nomeado pelo presidente no momento oportuno, mas não cabia estabelecer isso como condição para aceitar o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública. […] Eu simplesmente pensei que, naquele momento, demandar a promessa da vaga não era algo honrado a fazer. Além disso, a indicação do meu nome viria naturalmente se eu, como ministro da Justiça, fizesse um bom trabalho (aqui de fato fui ingênuo, admito)”, diz em trecho do livro divulgado pela Folha de S.Paulo.

(*) REVISTA FORUM

"Quem decide se tem ou não eleição não são os militares"

 O vice-presidente da Câmara reagiu à informação de que o general Walter Braga Netto teria mandado recados a Arthur Lira sobre o pleito de 2022.



O deputado Marcelo Ramos (PL), vice-presidente da Câmara, reagiu à informação do Estadão, que registramos mais cedo, de que o ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, mandou avisar Arthur Lira que, sem voto impresso, não tem eleição.

Ramos enviou a seguinte mensagem a O Antagonista:

“Numa democracia, quem decide se tem ou não eleição não são os militares, e, sim, a Constituição que eles juraram defender e cumprir. Portanto, se realmente houve o episódio, o ministro da Defesa se afasta do seu juramento militar e envereda por um golpismo que precisa ser combatido duramente pela sociedade, pelos Poderes e pelas instituições democráticas.”

O vice-presidente da Câmara acrescentou:

“A notícia de que o presidente Arthur Lira foi claro ao presidente Bolsonaro, se postando ao lado da democracia e da Constituição, é uma questão importante.”

O Antagonista

Ciro vibra com vitória de Sarto e desabafa contra “bolsonarismo”



O pré-candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, se manifestou sobre o resultado da eleição em Fortaleza, através das redes sociais. “A sociedade civil de Fortaleza salvou nossa cidade do bolsonarismo corrupto e vencido”. A declaração de Ciro mostra o nível da disputa e o risco político que seu grupo corria em Fortaleza. 

Ciro reconhece o valor dos aliados. “Roberto Cláudio e Camilo nos lideraram nessa luta”, escreveu Ciro, reconhecendo a força do governador e do prefeito Roberto Cláudio na campanha.
(*)Por Roberto Moreira

Governador Camilo Santana considera estranha operação da Polícia Federal, em véspera de eleição



O governador Camilo Santana estranhou a operação da Polícia Federal em Fortaleza, a apenas 12 dias da eleição. "Espero que uma instituição séria, de credibilidade, não esteja sendo usada com finalidades políticas", escreveu o governador.

A operação da Polícia Federal, com a Controladoria Geral da União (CGU), foi autorizada em 9 de outubro e, só agora, executada. A investigação é para saber sobre o destino dos recursos para combate ao Covid 19. A primeira denúncia foi arquivada .
****Camilo Santana > Governador

Lição

 

O presidente Bolsonaro odiava o Bolsa Família. Considerava o programa compra de votos e alimentador de bolsões de pessoas que não trabalham e se aproveitam do Estado. Hoje, com 60 milhões de afilhados do Auxílio Emergencial, que lhe garantiram um salto nas pesquisas, o presidente está exigindo um programa assistencial que pague o dobro do Bolsa Família. Paulo Guedes quer acabar com vários programas sociais para atender ao presidente. Uma ala do governo quer tributar os super ricos e mandar o dinheiro para a conta do pobre.

O olhar equivocado

Ciro Gomes tem participado de lives (debates e conversas), ao lado de grandes nomes da política, da economia, do direito e da intelectualidade. 
O apurado, nesses debates, nos remete, de forma conclusiva, a que exista uma visão clara do governo Bolsonaro, na qual o Brasil é dominado por intelectuais esquerdistas e comunistas e que todas essas pessoas ergueram, na máquina pública, um laboratório, que produz uma nação anacrônica, voltada para ideologia de esquerda, sem resultados palpáveis aos estudantes, do infantil ao ensino universitário. 
Seria uma casta que atrasou o país em todos seus aspectos. Uma tragédia. 
Ciro reage duramente ao conceito .
O debate sobre se seria possível a introdução de um país com políticas públicas de direita é tardio, na visão de pensadores. Porque, à essa altura, tiraria o desejo imenso da sociedade que é a liberdade. Para tudo. Como devem ser o pensamento e a prática na democracia, principal item da Constituição Brasileira.
Colégios militares, universidades idem; proibição do tema sexo nas escolas; gays, lésbicas, homossexuais sem espaço, meninos e meninas em turmas separadas. E o pior: a programação de conteúdo nas salas de aula não reflexiva, alienada dos problemas da vida, como fome e miséria. É inexequível.
Direita e esquerda vão continuar no ringue. A turma que enxergava em Olavo de Carvalho uma referência para construir essa direita no Brasil vem sofrendo derrotas. Eles descobriram que o pensador Bolsonarista mora no país mais livre do mundo na área do pensamento. Olavo de Carvalho mora nos Estados Unidos e não sinaliza desejo de um dia voltar a residir no no Brasil. Para ele, o nosso país é fonte de atraso.

“Não há borracha capaz de apagar a corrupção”



“Não há no material divulgado até o momento uma borracha capaz de apagar a corrupção que devastou o Brasil. Daí a dúvida quanto aos efeitos processuais do vazamento”, diz Josias de Souza, a respeito das mensagens roubadas dos procuradores da Lava Jato. Ele prossegue:
“O PT deixou pistas em profusão, para ser flagrado. Resta torcer para que Moro e a Lava Jato não tenham percorrido o caminho inverso, cometendo violações em quantidade suficiente para anular os avanços obtidos na maior operação anticorrupção da história. O noticiário dos próximos dias será efervescente.
O Antagonista

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