Depois de um dia intenso de reuniões entre chefes dos três poderes estaduais (Executivo, Legislativo e Judiciário), com a presença do Ministério Público estadual e do Comando da 10ª Região Militar, que comanda a operação de Segurança Pública nas ruas, as autoridades resolveram formar uma comissão que contará com membros de todos os envolvidos para abrir um novo canal de diálogo com o movimento dos policiais militares. A comissão deve ser instalada nesta quarta-feira (26), após a indicação dos membros, e logo em seguida já fará a sua primeira reunião.
A solicitação foi do Ministério Público diante do acirramento da situação e da necessidade de se ouvir as partes para dar um passo à frente em busca de um acordo. O Diário do Nordeste apurou que, nesta quarta-feira (26), cada um dos três poderes indicará um membro para participar da comissão que terá a coordenação do Ministério Público e acompanhamento do Exército Brasileiro.
Após a criação da comissão, o movimento será procurado para indicar representantes que tenham legitimidade para apresentar as demandas e fechar um acordo para a volta da normalidade.
Uma fonte que participou dos diálogos assegura não se tratar de anistia. O que pode ocorrer é uma tentativa de, mantendo a legalidade, buscar individualizar as condutas em relação aos ditames constitucionais.
“Quem cometeu crime paga pelo crime. Alguns fizeram mais, outros fizeram menos, e outros não fizeram nada”, declara a fonte.
O movimento dos policiais militares, até o fim da noite desta terça-feira (25), não havia sido informado, de maneira oficial, sobre a criação da comissão. Os manifestantes só tomaram conhecimento do fato por meio da imprensa.






