Saúde orienta Estados a ampliarem intervalo entre doses da vacina da Pfizer

O Ministério da Saúde recomendou aos Estados que o intervalo entre as duas doses da vacina contra a covid-19 da Pfizer seja de 12 semanas. A bula do imunizante, no entanto, prevê espaçamento de 21 dias.

A Coordenação-geral do PNI (Programa Nacional de Imunização) divulgou orientações técnicas sobre a campanha de vacinação. O aumento do tempo entre as doses, de acordo com o órgão, “poderá trazer ganhos significativos do pontos de vista da saúde pública”.

O Brasil recebeu na última semana 1 milhão de doses da vacina da Pfizer, suficiente para imunizar 500 mil pessoas. O contrato do governo federal com a farmacêutica prevê a entrega total de 100 milhões de doses. O ministro Marcelo Queiroga (Saúde) disse que o país vai firmar novo contrato nesta semana, garantindo mais 100 milhões de doses.


No documento (íntegra – 479 KB), o órgão argumentou que é preciso ampliar a oferta de doses disponíveis à população brasileira. A interpretação é que apenas uma dose já oferece proteção significativa contra o coronavírus. A Coordenação-geral se baseou na recomendação do comitê de vacinas do Reino Unido.

“Esta recomendação considerou que a vacinação do maior número possível de pessoas com a primeira dose traria maiores benefícios do ponto de vista de saúde pública, considerando a necessidade de uma resposta rápida frente a pandemia de covid-19”, lê-se no informe técnico.

O órgão reconheceu que “tal recomendação foi recebida com certa controvérsia, e análises preliminares com dados de Israel sugeriram uma efetividade inferior ao esperado com apenas uma dose”.

Mas, segundo a coordenação-geral do plano, outras análises feitas nos Estados Unidos e no Reino Unido mostram que, ainda que menor, a efetividade ajuda na redução dos internamentos e atenua a gravidade da doença.

Segundo o documento, a eficácia da vacina foi estimada em 80% depois da aplicação de uma dose, subindo para 90% com 2 doses. Na população de idosos acima de 70 anos do Reino Unido, uma dose da vacina reduziu o risco de hospitalização em 80%.

“Desta forma, o conjunto de dados aqui apresentados reforçam que a ampliação da oferta da primeira dose da vacina para a população poderá trazer ganhos significativos do ponto de vista de saúde pública, reduzindo tanto a ocorrência de casos e óbitos pela covid-19 no indivíduos vacinados mas também a transmissibilidade da doença na população.”, diz o texto.


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