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CPMI ganha força após saída de ministro do GSI omisso no 8 de janeiro Líder da oposição na Câmara, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) destacou que o vídeo de Gonçalves Dias no Planalto foi uma das motivações para o governo atuar contra a CPMI nos bastidores

General Gonçalves Dias


O escândalo envolvendo o general Gonçalves Dias, agora ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), aumentou a pressão da oposição pela abertura da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos atos golpistas e mudou a postura do governo, que agora apoia a instauração do colegiado.

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que a Casa precisa "sair da letargia". Ele fez coro pela instalação da comissão. "Repito: não há normalidade neste país. O chefe do GSI acaba de pedir demissão. E o faz, certamente, por entender que pairam sobre ele sérias dúvidas em relação ao episódio de 8 de janeiro. Isso não é uma questão qualquer. Isso não é uma questão corriqueira", argumentou.

Ao Correio, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que as imagens levam a crer, "no mínimo", numa "facilitação para que vândalos transitassem e quebrassem tudo dentro do Palácio do Planalto". "No meu ponto de vista, cai por terra narrativa falsa de que o presidente Jair Bolsonaro tinha alguma vinculação com esses atos", frisou.

Líder da oposição na Câmara, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) destacou que o vídeo de Gonçalves Dias no Planalto foi uma das motivações para o governo atuar contra a CPMI nos bastidores.

"Essa foi a demonstração do porquê eles não estavam querendo que fossem divulgadas as imagens e nem que fosse instalada a CPMI. Porque as imagens deixam claro que havia a participação do ministro do GSI, com os seus integrantes do GSI, permitindo que houvesse toda a participação dos vândalos, dos invasores no local", ressaltou Jordy.

(*) Correio Braziliense

Lista de presos por atos antidemocráticos em Brasília já tem 670 nomes; confira Em atendimento à decisão judicial, a Seape disponibilizou a consulta da listagem de pessoas presas no Distrito Federal após participação nos atos de vandalismo



A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seape) publicou, nesta quarta-feira (11/1), a listagem atualizada de nomes dos presos nos ataques terroristas que aconteceram no último domingo (9/1), em Brasília. O documento já possui 670 nomes (veja a lista).

O órgão informa que "devido ao alto número de prisões, não é possível que as Gerências de Atendimento aos Internos (Geaits) das unidades prisionais realizem comunicações individuais". Sendo assim, a lista será mantida atualizada para que as famílias e advogados possam entrar em contato.

A relação foi divulgada pelo Governo do Distrito Federal em atendimento à decisão da Vara de Execuções Penais do DF. As prisões aconteceram devido aos atos antidemocráticos que resultaram na invasão e depredação das sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Recuperação do Senado após atos golpistas deve custar até R$ 4 milhões


Entre os presos, também estão os militantes bolsonaristas que participaram dos acampamentos lotados no quartel-general do Exército, em Brasília.

De acordo com a Seape, 1.028 pessoas detidas já estão no sistema prisional do DF. Desse total, 637 homens foram levados para o Complexo da Papuda e 391 mulheres foram encaminhadas à Penitenciária Feminina do DF.

Durante os ataques terroristas de domingo, os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro quebraram vidraças e móveis, vandalizaram obras de arte e também invadiram gabinetes de autoridades. No Senado, a recuperação deve custar até R$ 4 milhões.

(*) Correio Braziliense

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