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Bebê de menos de 1 ano e outras 28 pessoas morreram de Covid no Ceará em dezembro Número de óbitos pela doença no Ceará é o maior dos últimos três meses.


Um bebê de menos de 1 ano e outras 28 pessoas morreram em dezembro no Ceará, até o último domingo (25), por complicações causadas pela Covid-19. Os dados constam no IntegraSUS, plataforma da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), atualizada nesta segunda-feira (26).


Assim como nos meses anteriores, a maioria das vítimas deste mês são idosos, entre 63 e mais de 90 anos. Outras cinco pessoas que chegaram a óbito não tiveram a idade informada.

Desde julho o Estado não registrava morte pela doença em crianças nesta faixa etária. Em novembro o público com idade a partir de seis meses passou a receber a imunização contra a Covid.

O número de mortes por Covid em dezembro já é o maior dos últimos três meses, ficando atrás apenas de agosto, quando o Estado teve 42 óbitos.

As mortes por Covid no Estado em dezembro ocorreram em:

Covid-19 no Ceará: Casos aumentaram mais de 700% e 3 pacientes têm nova variante Das 22 Áreas Descentralizadas de Saúde, 21 tiveram aumento de casos



O Ceará teve aumento de 700,4% dos casos de Covid-19 desde o fim do mês de outubro. Balanço do boletim epidemiológico publicado na sexta-feira, 25, pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), mostra que, das 22 Áreas Descentralizadas de Saúde, 21 tiveram aumento de casos.

Nas Semanas Epidemiológicas 45 e 46 (de 6 a 19 de novembro), foram registrados 1.833 casos e um óbito por Covid-19. Nas semanas 43 e 44 (de 23 de outubro a 5 de novembro), foram 229 casos e nenhum óbito confirmado.

Caucaia registrou o maior aumento (840%), seguida por Maracanaú 785,7%), Fortaleza (724,4%) e Cascavel (714,3%). Somente Quixadá apresentou redução de casos, com variação negativa de 7,7%.
BE.9 da Ômicron

Ainda de acordo com boletim da Sesa, foram confirmados três casos de pacientes infectados com a subvariante BE.9 da Ômicron, recentemente identificada no Brasil. A cepa compartilha mutações presentes também mna BQ.1, outra subvariante da Ômicron.

Risco de contaminação da Covid-19 entre moderado e altíssimo chegou a todas as cidades do Ceará

Com o aumento de casos da Covid-19, os níveis de alerta "moderado" a "altíssimo" de propagação da doença chegou a todas as cidades do Estado, conforme dados do IntegraSUS, da Secretaria de Saúde do Estado (Sesa).
Neste cenário, nenhum município do Estado se enquadra mais na classificação "Novo Normal", de Nível 1 - Risco Baixo. As informações são referentes ao intervalo entre os dias 31 de janeiro até 13 de fevereiro e estão registrados hoje (15) na platafoma.
Segundo levantamento do Diário do Nordeste, no dia 20 de janeiro, 107 dos 184 municípios cearenses apresentaram níveis de alerta “alto” ou “altíssimo” para transmissão do coronavírus. Já em 15 de dezembro, foram contabilizadas 90 cidades dentro dos mesmos parâmetros.
A quantidade de municípios classificados com risco "alto" ou "altíssimo" apresentou crescimento de 17 casos entre dezembro para janeiro, saindo de 90 para 107. Esse aumento triplicou entre 20 de janeiro até 13 de fevereiro, com 55 novos municípios nessa categoria, crescendo de 107 para 162.
Na semana passada, o secretário da Saúde do Estado, Dr. Cabeto, já havia anunciado preocupação e alertado sobre o aumento recorrente de casos no Ceará.
“Isso chama atenção para que a gente reforce as recomendações e reduza os riscos de contaminação. Esse isolamento é muito importante em vários aspectos. Primeiro, permite que a gente ganhe tempo para a vacinação; segundo, a redução dessas circulação viral impede que novas mutações aconteçam”, explica o secretário da Saúde do Estado, Dr. Cabeto.
Conforme a última atualização, são 63 cidades contabilizadas com altíssimo risco, equivalente a quase 35% do cenário estadual. Dentre elas estão algumas localizadas na região metropolitana, como Caucaia, Pacatuba e Itaitinga, cidades que contam com barreiras sanitárias durante este período do carnaval para reduzir as chances de propagação da doença.
Aquelas classificadas com "alto" risco concentram a maior quantidade no estado, sendo aproximadamente 54%, com 99 municípios. Apesar de Fortaleza ter o maior número de contaminações e óbitos no Ceará, nesta semana está inserida nessa classificação.
Já as ocorrências de risco moderado se concentram, principalmente, na região oeste do Ceará, com 22 municípios classificados nesta categoria, representando somente 11,95% do total.
Entenda os níveis de contaminação
De acordo com o IntegraSUS, os municípios classificados com risco moderado são aqueles que apresentam percentual de positividade de testes para o novo coronavírus entre 25% até 49,9%, tendo porcentagem de ocupação dos leitos de UTI Covid-19 da Superintendência Regional de Saúde (SRS) entre 70% a 80%.
No risco alto, são enquadradas as cidades com percentual de testes positivos para a doença entre 50% a 75% e de ocupação dos leitos de UTI Covid-19 entre 80,1% e 95% na SRS correspondente.
Já o risco altíssimo se limita para os municípios que tem mais de 95% de ocupação desses leitos específicos e porcentagem de testes positivos acima de 75%.
Tendência Crescente
Nas duas últimas semanas epidemiológicas, até dia 13 de fevereiro, o Estado apresentou tendência crescente na taxa de letalidade por Covid-19, de 1,4%, estando ainda no Nível 2 - Risco Moderado.
Essa tendência crescente também se repete na incidência de casos da doença por dia a cada 100 mil habitantes, apresentando atualmente taxa de 121,4. Dentre os 22 municípios que registraram risco moderado estão:

Ceará tem alta na taxa de transmissão da Covid; especialistas apontam possibilidade de segunda onda



O Ceará pode estar prestes a vivenciar uma nova onda de casos da Covid-19, conforme aponta análise feita pelo Comitê Científico do Consórcio Nordeste publicada ontem (23). O boletim alerta para o risco epidêmico de transmissão entre 1,01 e 1,50, ou seja, indica que uma pessoa pode transmitir o vírus para mais de um indivíduo, dado considerado um importante sinalizador para nova fase de grande incidência.
O Comitê cita o número de reprodução do novo coronavírus – simbolizado pelo R(t) – para embasar a previsão. “R(t) maior que 1 é consistente, segundo modelo Mosaic-UFRN, com uma nova onda, ou uma mudança na metodologia de distribuição dos dados”, diz o parecer. O modelo em questão trata-se de um sistema matemático de análise de dados, de acordo com o neurocientista Miguel Nicolelis, coordenador da entidade.

“A tabela do número de reprodução está em 1,50, e é uma média de sete dias. Esse é um modelo muito preciso, ele tem sido muito bom até agora. Em boletins anteriores, o resultado das nossas previsões foi comprovado na vasta maioria das vezes”, destaca o médico. Esse índice esteve em queda até o fim de agosto. Já na primeira semana de setembro, o número de reprodução havia se estabilizado em 0,7.

Os gráficos apresentados no boletim indicam, ainda, que embora o pico da doença já tenha ocorrido no Estado, há uma retomada de crescimento de casos. Com relação às hospitalizações, os registros são de que houve um pico no mês de junho e que há uma tendência de queda para as próximas semanas.

Na análise de óbitos decorrentes da doença, o Comitê Científico avalia que também já houve o pico e há uma tendência de decaimento diário para as próximas semanas.

O relatório destaca a testagem da população no Ceará como um ponto positivo nas medidas de combate à pandemia do novo coronavírus, tendo um aumento significativo no último mês. “Os modelos mostram números consistentes entre indivíduos testados e previstos”, acrescenta o boletim da entidade.

O Ceará concentrava, até a tarde de ontem (23), 269.255 casos confirmados de Covid-19 e 9.245 mortes em decorrência da enfermidade. Os dados são da plataforma IntegraSUS, da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), atualizada às 16h55. O número de pessoas recuperadas chega a 230.203.

Causas

O Comitê responsabiliza o acomodamento da sociedade e a realização das campanhas eleitorais como impulsionadores do aumento de casos. “Certamente, um dos fatores que mais contribuem para esses aumentos é a campanha eleitoral, que vem gerando inúmeras aglomerações em todos locais, onde pessoas desprezam todas as normas sanitárias indicadas pela Organização Mundial de Saúde e outras consideram que o uso de máscara é segurança total contra a transmissão da Covid-19”.

Os cientistas destacam que “invariavelmente, nas aglomerações o risco desse tipo de contaminação aumenta consideravelmente, gerando a expectativa de que, no período pós-eleição, possa ocorrer uma segunda onda da epidemia”, diz a publicação.

A virologista, epidemiologista e professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), Caroline Gurgel, compartilha análise semelhante do cenário de formação de uma nova onda da doença pandêmica no Ceará. Além das aglomerações no período eleitoral, ela observa que o relaxamento nas medidas sanitárias pessoais também contribui para o cenário negativo no Estado.

“Houve uma acomodação quanto aos cuidados com a própria saúde e com a saúde coletiva. É muito comum agora vermos pessoas sem uso de máscara, se aglomerando em espaços pequenos, com ar-condicionado. E isso vai fazer com que o vírus circule cada vez mais”, reitera.

Transporte coletivo

A “culpa”, porém, não pode ser atribuída exclusivamente a comportamentos individuais. “A recomendação é continuar usando máscara, e se possível ficar em casa, mas também que as empresas melhorem a qualidade de vida do trabalhador quanto ao transporte coletivo. Não é somente preocupar-se em lotar shopping ou praia, mas o veículo em que a pessoa está se deslocando. Não adianta manter o distanciamento social na fila, e dentro do ônibus ficar um ao lado do outro”, pondera a virologista.

Luciano Pamplona, epidemiologista e professor do Departamento de Saúde Comunitária da UFC, descarta que o crescimento recente do número de casos de Covid em alguns pontos do Ceará seja causado pela flexibilização de atividades econômicas: para ele, a alta está diretamente ligada ao início das campanhas.

“A implantação dos comitês e o corpo a corpo que o período exige, principalmente em eleição para vereador e prefeito, certamente contribuíram para esse aumento importante. Flexibilizamos 95% da economia, há cerca de cinco meses, sem nenhum aumento”, afirma.

O médico analisa, contudo, que “o aumento ainda é percentualmente pequeno e precisa ser acompanhado por mais tempo para ser classificado como uma tendência” de segunda onda – mas é enfático sobre a cautela que é necessária para evitar um novo pico de casos e mortes em decorrência do novo coronavírus.

“Temos que ter a clareza de que o vírus continua no nosso ambiente: o que mudou foi o nosso comportamento. Não estamos na crise vivida em maio, mas também não podemos dizer que estamos livres. O desafio é comunicar às pessoas que é preciso manter o distanciamento, que é necessário o uso de máscara. Se não fizermos isso, vamos ter de retroceder”, adverte.

Caso o Ceará se encontre, de fato, submerso em uma segunda onda da pandemia, os efeitos não devem ser tão graves quantos os vistos entre abril e junho.

“Na Europa, onde está tendo segunda onda, houve um aumento de casos, mas isso não se converteu em mortalidade, principalmente porque o serviço de saúde aprendeu a manejar os pacientes de forma precoce. Um aumento de internação até temos visto aqui, mas com certeza não vai se repercutir em relação ao número de óbitos”, prevê.

Restrições

Um arrocho e um retrocesso maiores nas medidas restritivas do Governo do Estado, considera o médico, dependem do comportamento da população. “Diferentemente daquele primeiro momento, não precisamos voltar a ter isolamento social, esse discurso nem cabe mais. Mas o distanciamento físico é necessário. Se precisa trabalhar, vá. Se precisa ir pra escola, vá. Mas faça isso tentando manter a distância mínima, utilizando máscara. O grande aprendizado dessa pandemia foi a importância da máscara como uma barreira física para conter o risco de transmissão. Se a gente conseguisse fazer isso, voltaria às atividades com mais segurança”, finaliza.

Para prevenir uma nova onda de infecção da Covid-19, o Comitê Cietífico do Consórcio Nordeste recomenda aos governos estaduais que sejam tomadas medidas de implantação de estandes sanitários nos aeroportos e obrigatoriedade de quarentena de 14 dias para os turistas que não apresentem atestados.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) para confirmar se a Pasta trabalha com a possibilidade da nova onda de Covid-19 no Ceará, mas não recebeu resposta até o fechamento da edição.

Fonte: Diário do Nordeste

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