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Indenização Familiares de policiais mortos em serviço poderão ser indenizados em até R$ 100 mil

Familiares de agentes de segurança poderão ser indenizados em R$ 100 mil reais se mortos durante o serviço e em R$ 50 mil aqueles que ficarem incapacitados permanentemente. A proposta foi aprovada pela Comissão de Segurança Pública do Senado Federal nesta terça-feira (15).
Estão incluídos no projeto: policiais federais, civis, militares, rodoviários federais e penais; bombeiros militares; policiais legislativos; guardas municipais; agentes socioeducativos; agentes de trânsito; e guardas portuários.

A proposição é de autoria do senador Fabiano Contarato (PT-RS). O texto aprovado foi a versão do relator do texto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

💬“Ainda existe aquela mentalidade de que o problema é do policial, quando, na verdade, nós temos que dar graças a Deus por existirem pessoas dispostas a vestir uma farda”, afirma Flávio Bolsonaro.

QUAIS SÃO AS REGRAS?

Quando o profissional morrer em serviço, os R$100 mil serão divididos igualmente entre seus dependentes, como cônjuge e filhos. Se não houver dependentes, o valor será dividido entre os herdeiros.

Caso o agente fique incapacitado permanentemente de exercer a própria função, receberá R$ 50 mil, mesmo que consiga desempenhar outra função.

A indenização acontecerá apenas uma vez em até seis meses a partir do requerimento ao órgão de atuação da vítima. Para o requerimento, é necessário atestado de óbito ou perícia médica oficial. O direito dos benefícios previdenciários não será afetado pela indenização.

Os governos federais, estaduais e municipais serão responsáveis por arcar com o pagamento da indenização, conforme relatório de Flávio Bolsonaro. Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, foram 161 policiais assassinados em 2022 e 127 em 2023.

(Foto: Governo do Ceará)

INDENIZAÇÃO Marco Felciano é condenado a indenizar mãe de CAZUZA

Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, teve a vitória confirmada no processo por danos morais movido contra o deputado federal Marco Feliciano, de 52 anos. Ao longo de 8 anos, a mãe do artista já tinha ganhado a causa em 1ª instância, mas o pastor recorreu.⁠⁠
O caso teve início em 2017, quando Feliciano publicou vídeos usando imagens e músicas de Cazuza para "atacar a honra do falecido artista e à comunidade homossexual como um todo", como consta em trecho da decisão.⁠
No material, Feliciano difama não apenas a memória do artista, que morreu em 1990, vítima de complicações da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids), mas também a comunidade LGBTQIA+.⁠
🔗 Para saber mais sobre a decisão da Justiça, acesse o link em nossa bio⁠
📷️ Fotos: Renato Araújo//Câmara dos Deputados; Reprodução/cazuza.com.br; Vinicius Loures/Câmara dos Deputados⁠

Enel é condenada a pagar R$ 100 mil à mãe de homem morto eletrocutado por fio de alta tensão na Grande Fortaleza



A Enel Ceará foi condenada a indenizar, moralmente, no valor de R$ 100 mil, uma dona de casa idosa que perdeu o filho após ele ser atingido por um fio de alta tensão que se rompeu no município de Cascavel, na região metropolitana de Fortaleza. A decisão é do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), que julgou o caso em 24 de abril deste ano.

Em julho de 2022, o homem estava conversando com uma vizinha na calçada de casa, quando o fio de alta tensão caiu e atingiu os dois. A mulher conseguiu sobreviver, mas com sequelas.

Na contestação, a Enel alegou não ter responsabilidade sobre a situação, já que o fio se rompeu devido às chuvas e fortes ventos. A defesa sustentou que o óbito ocorreu, na verdade, quando a vítima tentou ajudar a vizinha que teria tocado no fio caído. Além disso, disse que, em visita técnica, teria sido atestado que a fiação elétrica estava instalada corretamente, conforme os parâmetros de segurança.

O TJCE informou que, anteriormente ao acidente, moradores da região entraram em contato com a Enel para alertar sobre as condições do equipamento, mas teriam sido informados que se tratava de um fio neutro, sem corrente elétrica.

A mãe da vítima, no entanto, ingressou com ação na Justiça para pedir reparação por danos morais, argumentando que a Enel foi negligente no caso e que não prestou qualquer assistência, mesmo após a morte.

Aumento na indenização

Em agosto de 2023, a 2ª Vara da Comarca de Cascavel condenou a Enel a pagar à mãe da vítima o valor de R$ 75 mil de indenização por danos morais. A decisão ressaltou que a região de Cascavel é publicamente conhecida pela ocorrência de fortes ventos e que, portanto, caberia à empresa adotar medidas para que acidentes desse tipo não acontecessem.

(*) g1 CE

Família de Genivaldo, morto pela PRF, deve receber indenização de mais de R$ 1 milhão da União Acordo garantiu R$ 405 mil de indenização à mãe da vítima



O filho de Genivaldo de Jesus Santos, morto em uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF), deve receber R$ 1 milhão da União por danos morais. A decisão é da 7ª Vara Federal de Sergipe, emitida nesta terça-feira (12).

Além disso, ele deve receber pensão mensal no valor de 2/3 do salário mínimo até que ele complete 24 anos.
Na mesma audiência, foi celebrado acordo entre a AGU e a mãe de Genivaldo, Maria Vicente de Jesus. Ela deve receber R$ 405 mil da União por danos morais e materiais.
O acordo diz foi celebrado no âmbito de uma ação movida originalmente pela ex-companheira de Genivaldo, Maria Fabiana dos Santos, e filho. A mãe de Genivaldo entrou no processo posteriormente.
A exclusão de Maria Fabiana, acatada pela Justiça, foi solicitada pela AGU já que ela não era mais companheira de Genivaldo no momento do óbito.

RELEMBRE O CASO - Genivaldo morreu asfixiado em 25 de maio de 2022 em Sergipe. Na época, um sobrinho da vítima afirmou que o tio tentou dialogar com os policiais, mas os agentes agiram com truculência.
A abordagem que resultou na morte de Genivaldo se deu, segundo os policiais, porque a vítima estava sem capacete em trecho da BR-101. Durante a ocorrência, ele foi insultado, recebeu spray de pimenta no rosto e foi colocado no porta-malas da com gás lacrimogêneo. Ele acabou asfixiado com o gás no interior do veículo.
Segundo a família, Genivaldo, tinha um transtorno mental e ficou nervoso quando os policiais pediram para que ele levantassem as mãos e encontraram no bolso dele cartelas de medicamentos. O laudo médico aponta que a morte se deu por asfixia mecânica e insuficiência respiratória aguda.
Em agosto, o ministro da Justiça, Flávio Dino, demitiu os três policiais envolvidos na abordagem: Paulo Rodolpho Lima Nascimento, Kleber Nascimento Freitas e William de Barros Noia.
Os agentes estão presos desde outubro de 2022 acusados de tortura e homicídio triplamente qualificado e devem ir a júri popular. Ainda não há data marcada para o julgamento.

Itaú vai pagar à vista acordo com perdas dos planos econômicos



O Itaú Unibanco anunciou hoje que antecipará o pagamento de todos os poupadores que aderirem ao acordo sobre compensação das perdas com os planos econômicos, independentemente do valor. Para receber o valor à vista, entretanto, é necessário ser correntista do Itaú Unibanco.
Pelas regras do acordo, indenizações de até 5.000 reais serão pagas à vista, em até quinze dias após a validação do acordo. Acima desse valor, o pagamento poderá ser dividido em até cinco parcelas semestrais.

Gol vai pagar R$ 4 mi a índios por queda de avião que deixou 154 mortos



O Ministério Público Federal firmou um acordo entre os índios da etnia Mẽbêngôkre Kayapó e a companhia aérea Gol. Os índios da Terra Indígena Capoto Jarina vão receber uma indenização de R$ 4 milhões devido aos danos ambientais e materiais causados pela queda ao avião da empresa Gol Linhas Aéreas. O acidente aconteceu na região do Xingu em setembro de 2006 e deixou 154 mortos. Após a queda, os índios abandonaram a região devido aos prejuízos materiais e imaterais.
As discussões entre o MPF, lideranças indígenas e representantes da empresa, intermediadas pela Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais do órgão, chegaram à conclusão de que o acidente aéreo causou danos na região. Os destroços da aeronave ainda estão no local, a queda do avião derramou grande quantidade de querosene no solo e, segundo as crenças indígenas, espíritos das vítimas permanecem no local. Os prejuízos fizeram com que os índios abandonassem a região onde viviam.
O acordo firmado no dia 17 de março estabelece que o valor da indenização será depositado em um prazo de 60 dias, após a homologação administrativa do termo de acordo pela 6ª Câmara de Coordenação de Revisão do MPF. A reportagem do Fantástico, da TV Globo, destaca que o dinheiro será depositado em uma conta bancária gerida pelo Instituto Raoni e serão empregados em favor da etnia indígena Mẽbêngôkre Kayapó e todos os membros das outras etnias e aldeias que habitam a terra indígena Capoto Jarina.
O MPF se comprometeu a fiscalizar o emprego dos recursos financeiros e, juntamente com a Fundação Nacional do Índio (Funai), acompanhará a execução do acordo. A Gol entende que o acordo firmado teve como premissa o respeito da companhia à cultura indígena
Acidente
O acidente envolvendo um avião da Gol Linhas Aéreas (voo 1907) e o jato Legacy, que deixou 154 mortos em Mato Grosso, ocorreu no dia 29 de setembro de 2006. As duas aeronaves colidiram no ar, enquanto sobrevoavam a Serra do Cachimbo, no norte do Estado. Todos os passageiros do Boeing 737-800 da Gol morreram. Em abril do ano passado, os pilotos do Legacy, Joseph Lepore e Jean Paul Paladino, foram condenados a três anos e um mês de prisão pelo acidente. Ambos vivem nos Estados Unidos.
Após a colisão, o Boeing se despedaçou no ar e caiu em uma região de árvores densas próxima à aldeia indígena. O Legacy, apesar de sofrer danos graves a sua asa e estabilizador horizontal esquerdo, pousou em segurança com seus sete ocupantes não lesionados, na base Aérea do Cachimbo. Várias famílias ainda lutam na justiça por indenizações.
Noticiasaominuto

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