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Verão não será capaz de travar a pandemia de covid-19, mostra estudo


Um homem vestindo uma máscara protetora e luvas passa pelo marco vazio de Alcala Gate, em meio ao surto de doença por coronavírus (COVID-19) em Madri, Espanha, 9 de abril de 2020. REUTERS / Sergio Perez

Um novo estudo, desenvolvido por cientistas espanhóis, encontrou uma relação entre altas temperaturas e a menor propagação do novo coronavírus. No entanto, à semelhança de outros estudos já existentes, os especialistas afirmam que, apesar dessa relação, a aproximação do verão não será suficiente para travar a pandemia.
No momento em que são desconhecidas muitas das características do novo coronavírus, uma das esperanças para conseguir abrandar a sua propagação era o calor. Especulava-se que a aproximação do verão e aumento da temperatura fosse capaz de diminuir a resistência do vírus e travar a sua propagação.
Fernando Belda, da Organização Meteorológica Mundial e porta-voz da Agência Estatal de Meteorologia de Espanha (Aemet), em conjunto com a sua equipe, diz ter encontrado os “primeiros indícios de correlação” entre o frio e a propagação da doença na Espanha.
“Estamos observando um padrão: quanto menor a temperatura, maior o dano”, afirmou Balda ao jornal espanhol El País.
No entanto, tendo em conta os antecedentes históricos e o que está ocorrendo no resto do mundo, os investigadores defendem que o verão não será suficiente para travar a pandemia.

CE é o estado do Nordeste com mais suspeitas descartadas de coronavírus

No mesmo dia em que o número de casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19) no Brasil salta de 34 para 52, conforme informações do Ministério da Saúde divulgadas por volta das 17 horas de ontem (11), dados do boletim da Secretaria de Saúde (Sesa) mostram que, no Nordeste, o Ceará é quem soma mais suspeições descartadas: 51, aponta último relatório da pasta. Na Região, Bahia (que apesar das suspeitas rechaçadas é, ao lado de Alagoas, um dos que possui casos confirmados – dois), Pernambuco e Rio Grande do Norte vêm na sequência. No Estado são 20 suspeitas. “Os casos descartados para SARS-CoV-2 foram confirmados para os vírusrespiratórios influenza B, influenza A H1N1(pmd09), influenza A H3N2, Vírus Sincicial Respiratório (VSR), metapneumovírus, rinovírus/ enterovírus humano e coronavírus 229E”, explica o documento da Sesa.
Também ontem, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou estado de pandemia. O status é deferido quando uma doença passa a causar epidemia em pelo menos três continentes diferentes. O novo coronavírus está presente em todos. Até o fechamento desta edição, dados mundiais marcavam 120.439 confirmações e 4.360 mortes.
O anúncio, que surge em um cenário de contaminação em pelo menos 120 países, foi realizado pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom. “A OMS tem tratado da disseminação [do Covid-19] em uma escala de tempo muito curta […] Por essa razão, consideramos que o Covid-19 pode ser caracterizado como uma pandemia”, disse durante a conferência de imprensa em Genebra, cidade-sede do órgão, na Suíça. Vale ressaltar que a mudança de classificação é reflexo da rápida disseminação geográfica do vírus e não guarda relação com gravidade.
Mais casos descartados

Ministério da Saúde confirma 8 casos de coronavírus no Brasil



O Ministério da Saúde divulgou que foram confirmados no Brasil oito casos da covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. O anúncio foi feito na tarde desta quinta-feira, 5. São seis registros em São Paulo, um no Rio de Janeiro e outro no Espírito Santo.
Um caso, que deu positivo nos exames iniciais, está em apuração no Distrito Federal. Ao todo, estão sendo investigados 636 casos suspeitos de covid-19 no Brasil. Desde o início do monitoramento, 378 casos suspeitos já foram descartados.
Os casos considerados suspeitos são aqueles que envolvem pacientes que estiveram em países com risco de transmissão de coronavírus e que tenham apresentado sintomas como febre e algum problema respiratório, como tosse, ao retornar ao Brasil.
Entre os países dos quais os brasileiros, ao retornar de viagem, deverão procurar ajuda médica estão os Estados Unidos e grande parte da Europa. O Ministério da Saúde divulgou a lista.
Equipe Focus
focus@focus.jor.br

Argentina registra primeiro caso de coronavírus

Equador, México, Brasil e República Dominicana já confirmaram casos
Passageiros e funcionários circulam vestindo máscaras contra o novo coronavírus (Covid-19) no Aeroporto Internacional Tom Jobim- Rio Galeão. (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Na América Latina, mesmo com a maioria dos países sem casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19) até o momento, diversas autoridades já reconhecem que a chegada da doença é uma questão de tempo. Hoje (3), a Argentina confirmou o primeiro caso da doença.
Equador, México, Brasil e República Dominicana são os outros países afetados da região, com seis, cinco, dois e um caso, respectivamente.
Ainda hoje é esperada uma coletiva de imprensa na Argentina, onde o ministro da Saúde, Ginés González García, se pronunciará sobre o assunto. O homem infectado tem entre 40 anos e 45 anos e fez recentemente um voo com escala na Itália, país que já tem mais de 2 mil infectados. Os protocolos de atenção já foram aplicados e o homem está isolado em um quarto da Clínica Suiço Argentina, em Buenos Aires.
Bolívia
Na Bolívia, o ministro da Saúde, Aníbal Cruz, afirmou no Twitter que o país não fechará as suas fronteiras. "Estaríamos impulsionando o fluxo migratório ilegal, seria um prejuízo e não poderíamos identificar casos suspeitos". Ele disse ainda que o país está preparado para detectar, isolar e tratar o coronavírus. "Até o momento, descartamos dois casos suspeitos, graças ao plano de resposta intersetorial que implementamos".
A presidente interina do país, Jeanine Áñez, anunciou a aprovação de um decreto que permite aos governos locais a compra direta de medicamentos, insumos, equipamentos e serviços de consultoria para fazer frente à epidemia do coronavírus. "Pedimos tranquilidade à população, que se informem pelos canais oficiais, não minimizamos a situação, mas estamos assumindo as ações de prevenção do coronavírus com a maior responsabilidade", disse.
Chile
Como medida de controle sanitário, o Chile determinou que, desde ontem (3), todos os passageiros que cheguem ao país façam uma declaração jurada sobre seu histórico de viagem dos últimos 30 dias e seu estado de saúde.
A subsecretária de Saúde Pública, Paula Daza, disse ontem (3) que "a chegada do Covid-19 ao país é iminente”. Ela disse ainda que o Chile vem se preparando para essa situação, tomando medidas de vigilância, fortalecendo hospitais e as redes de diagnóstico.
Ainda de acordo com a subsecretária, os casos sob vigilância “são de pessoas que chegaram de lugares com alta circulação do vírus, que não apresentam sintomas e são saudáveis. Mas eles foram recomendados a ficar em suas casas por 14 dias. Até o momento, tivemos cerca de 500 pessoas em acompanhamento, das quais cerca de 200 já completaram o período de quarentena e foram liberados a retomar suas vidas normais”.
Outros países
Na Colômbia, o governo aumentou o risco de contaminação de moderado a alto, embora não haja nenhum caso confirmado. Guatemala, Uruguai, Paraguai, Venezuela e El Salvador também não registraram casos.
Em Honduras, o governo destinou mais de 110 milhões de lempiras (cerca de R$ 20 milhões) para enfrentar o coronavírus e afirmou que o Laboratório Nacional de Virologia está abastecido e conta com pessoal qualificado para lidar com a doença. O país já descartou dois casos suspeitos.
No Panamá, a ministra de Saúde, Rosario Turner, informou que há 850 pessoas em observação epidemiológica. O ministério comunicou que estão observando não apenas pessoas que chegaram da China, mas também da Itália e da Coreia do Sul.
No Peru, o governo disse que o vírus provavelmente já está no país. O infectologista do Instituto Nacional de Saúde do Ministério da Saúde peruano Manuel Espinoza, disse que o controle de portos, aeroportos e fronteiras terrestres só permite detectar 10% dos infectados. Portanto, 90% dos viajantes infectados vão entrar, possivelmente”, disse.
"Tudo é possível. As pessoas devem entender que, se houver um novo microorganismo, haverá muitos expostos. Não há doenças, mas pessoas doentes. Um grande grupo será infectado e não ficará doente, mas não sabemos quantos; enquanto outro grupo importante ficará doente e acontecerá como um resfriado leve e nunca irá a uma clínica ou hospital", disse o médico.
Edição: Fernando Fraga

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