A prisão de Francisco de Assis Pereira Cruz, que confessou ter assassinado a ex-namorada Aldecina Albuquerque, de 43 anos, revela detalhes de como o crime registrado na zona rural de Boa Viagem, Interior do Ceará, aconteceu. Quando discutia com o ex e viu ele tirar do bolso um punhal, a vítima chegou a gritar: "vai fazer isso comigo?".
Aldecina e Francisco já não eram mais um casal, mas o agricultor não tinha superado o fim do relacionamento. No último domingo (22), o suspeito teve acesso ao celular da vítima e teria visto no aparelho mensagens que, segundo ele, "o deixaram cego".
Com o sentimento de posse sobre a mulher, o agricultor leu no celular da ex ela dizendo que "ficaria sim com um homem (de nome preservado) no futuro". Nesse momento, conforme documentos a que a reportagem teve acesso, Francisco se revoltou e a golpeou com um punhal nas costas.
Logo após o ataque, Francisco de Assis fugiu e foi até a casa da mãe dele, onde teria dito à sobrinha dele que tinha cometido um crime, mas não que não se entregaria.
'MATEI TUA MÃE'
O relacionamento entre Aldecina e Francisco de Assis tinha durado cinco anos. A vítima tinha uma filha fruto de um casamento anterior.
Conforme documentos a que a reportagem teve acesso, o homem mandou um áudio para a filha da vítima assumindo ter matado a mãe dela: "matei tua mãe" e em seguida fugiu para um matagal.
Para a Polícia, "a existência de áudio encaminhado pelo próprio conduzido é conteúdo que reforça a ocorrência do resultado morte e a vinculação do agente ao evento letal".
Horas depois, policiais militares que estavam de folga e tiveram conhecimento sobre o feminicídio se ofereceram para auxiliar nas buscas pelo suspeito.
Os agentes de Segurança Pública foram até o matagal próximo ao local do crime e encontraram Francisco de Assis. Segundo os militares, ele não reagiu à abordagem e confessou o feminicídio.
Já na Delegacia, quando foi indagado sobre a motivação do crime, declarou que 'perdeu a cabeça' após discussão com a vítima e alegou ciúmes, "dizendo que a mulher estaria se relacionando com outras pessoas".
(*) Diário do Nordeste







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