Ontem um petista. Hoje outro.
Na quarta-feira, o diretório estadual do PT publicou nota oficial suspendendo a filiação de João Paulo da Silveira Bessa, vice-prefeito de Redenção, e abrindo processo de expulsão por "infidelidade partidária". O motivo declarado na própria nota: aproximação com Ciro Gomes.
Hoje, Samuel Viana, presidente do PT de Cedro, anunciou adesão à candidatura de Ciro.
Dois dias. Dois municípios. Dois petistas.
E aqui está o ponto que o governismo não vai querer discutir: nenhum dos dois é adversário histórico, nenhum dos dois é da oposição. São quadros do partido do governador. Gente que carregava a bandeira, que dirigia diretório, que estava dentro da estrutura.
Quando um aliado de outra sigla muda de lado, isso é aliança se desfazendo. Acontece em toda eleição.
Quando é o próprio PT que perde gente para o adversário, o problema não é de coligação. É de convicção.
E a reação do partido diz mais que a saída em si.
Um diretório estadual não publica nota formal, com o nome do governador dentro do texto, por causa de um vice-prefeito de município pequeno. Publica quando quer que os outros vejam o que acontece com quem sai.
Ninguém constrói muro onde ninguém está pulando.
A base continua no papel. Mas no papel não se ganha eleição.
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