Condenados pelo STF por tentativa de golpe de Estado, os generais Walter Braga Netto, Paulo Sérgio de Oliveira e Almir Garnier cumprem pena em unidades militares e mantêm rotinas distintas na prisão. Paulo Sérgio faz fisioterapia, atividades físicas, estuda administração hospitalar à distância e trabalha na revisão e catalogação de obras da biblioteca do Exército, atividades que podem contribuir para a remição da pena.
Garnier recebe atendimento médico, lê livros religiosos e produz resenhas, além de realizar trabalhos de revisão gramatical e tradução. Já Braga Netto passou boa parte do primeiro semestre sem trabalhar, estudar ou ler, segundo informações da reportagem.
Os três, além de Augusto Heleno, condenado e em prisão domiciliar por sofrer de Alzheimer, também recorrem ao STM para tentar manter suas patentes e evitar a expulsão definitiva das Forças Armadas.
Os quatro militares, que alcançaram a mais alta patente das Forças Armadas, foram condenados a penas que variam de 19 a 26 anos de prisão. Segundo o senador e general da reserva Hamilton Mourão, que visitou Braga Netto e Paulo Sérgio, os condenados demonstram “sentimento de revolta” diante das sentenças. Sem uma eventual anistia ou mudança nas decisões judiciais, eles poderão ter direito ao regime semiaberto a partir de 2031 ou 2032.







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