A Justiça do Ceará decidiu pronunciar, ou seja, levar a júri popular, três acusados de matar a tiros um policial civil de 70 anos. A investigação apontou que Antônio Celielton de Oliveira Linhares, Francisco Joel Moura de Alencar, Samuel Sampaio Maciel e Samuel Teixeira Damasceno assassinaram João Lopes Cavalcante pelo fato da vítima ser policial.
O crime aconteceu em Fortaleza, no mês de outubro de 2025. João Lopes estava na própria loja de sucatas, na Avenida José Bastos, quando foi surpreendido pelo bando. No momento do crime, a vítima estava armada mas não teve chance de reagir.
O Ministério Público do Ceará (MPCE) requereu a pronúncia dos quatro réus nas alegações finais. Testemunhas contaram aos investigadores que um dos réus gritou: "sei que tu é Polícia, não reage". As prisões preventivas dos acusados foram mantidas em decisão proferida neste mês de agosto, pelo juiz da 5ª Vara do Júri de Fortaleza.
"No que se refere à prisão preventiva dos réus, verifica-se que se trata de crime supostamente cometido contra agente de segurança pública aposentado, que foi atingido por disparos de arma de fogo, sem qualquer tipo de defesa e em concurso de agentes, o que demonstra a gravidade concreta do delito, de modo que se faz necessária a manutenção da prisão preventiva dos acusados para garantia da ordem pública".
A reportagem procurou as defesas de Francisco Joel e Samuel Teixeira, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. As defesas dos demais denunciados não foram localizadas.
Ainda não há data prevista para o júri acontecer.







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