O número de mortos no deslizamento de terra na fronteira entre o Nepal e a China chegou a 768 neste domingo (30), segundo autoridades locais Mais de 3.000 pessoas continuam desaparecidas, enquanto equipes de emergência trabalham para encontrar vítimas quatro dias após a tragédia, apesar das interrupções nas buscas provocadas pelo mau tempo.
Foram recuperados 752 corpos no Nepal, onde ao menos 2.502 pessoas estão desaparecidas. Outros 16 corpos foram encontrados no Tibete, e 546 continuam desaparecidos. As vítimas foram encontradas sob uma espessa camada de lama e entre os escombros de edifícios, estradas, pontes e instalações arrasadas pelas enchentes do último dia 26.
As operações de resgate foram suspensas várias vezes desde sexta-feira (28) por causa do mau tempo e do receio de que um lago formado pelo desastre pudesse provocar novas inundações, depois de começar a transbordar para os rios Lhende Khola e Trishuli, no Nepal. A polícia local no Nepal disse à Reuters que moradores e equipes de resgate haviam se deslocado para áreas mais elevadas após a subida do nível do rio Trishuli entre sábado (29) e domingo.
Embora a causa exata do colapso ainda não esteja clara, o ministro das Relações Exteriores do Nepal alertou no sábado para a ameaça crescente representada pelas mudanças climáticas no Himalaia. "O Nepal emite menos de 0,01% dos gases de efeito estufa, mas o povo nepalês está entre as principais vítimas das mudanças climáticas", lamentou o chanceler Shisir Khanal.







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