O candidato ao Governo do Ceará pelo PSDB, Ciro Gomes, acusou, no último final de semana, o senador Camilo Santana (PT) de ser o “chefe do oportunismo e da corrupção no Ceará”. O tucano citou os pagamentos de cerca de R$ 500 milhões de verba pública da gestão Elmano de Freitas (PT) ao Instituto Mirante, presidido por Tiago Santana, irmão do ex-governador Camilo. “Se isso não é nepotismo e corrupção, eu não sei o que é”.
“O Camilo Santana obrigou o Elmano, que é uma pessoa muito fraca, sem autoridade, a privatizar os recursos da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, entregando ao Tiago Santana R$ 500 milhões quase, não chega a 500, mas é quase R$ 500 milhões, para ele gastar onde achar que é bom ou não, sem prestar contas disso para ninguém”, denunciou Ciro Gomes.
As declarações do tucano foram uma resposta aos ataques de Camilo Santana, que tenta reverter votos de eleitores cearenses que apoiam a reeleição do presidente Lula (PT), mas, em nível estadual, votam em Ciro para governador. Camilo classificou a situação como “oportunismo” e tentou novamente ligar a candidatura do adversário à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), apesar de o próprio bolsonarista não apoiar ou ser apoiado pelo tucano.
“Quando Camilo foi lançado candidato a governador pelo Cid, o Lula apoiou Eunício Oliveira (MDB). E eu fui pra cima e, graças à generosidade do povo do Ceará, nós conseguimos eleger o Camilo contra Eunício Oliveira, apoiado pelo Lula. E o Lula depois viu que o Camilo era um cara venal, aí deu um cargo para ele, e ele passou pra lá e me deixou falando só. Fui candidato a presidente do Brasil e ele simplesmente nem um telefonema me deu, porque encantou-se com a possibilidade de crescer e engrandecer. Mas mais grave do que isso, o Camilo começou a se sentir meio dono do Ceará”, criticou Ciro.







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