MÃE ACUSOU O PAI DE VIOLENTAR SEXUALMENTE O MENINO
Um coronel aposentado da Polícia Militar do Ceará (PMCE) foi absolvido pela Justiça do Ceará após ser acusado de ter abusado sexualmente do próprio filho. O caso ganhou repercussão em 2023, quando os pais entraram com processos na Justiça para decidir com quem ficaria a guarda da criança. A mãe acusou o pai de violar sexualmente o menino.
À época, o Jornalismo Jangadeiro expôs imagens de videomonitoramento em que a mãe da criança foi flagrada batendo no menino. Além disso, o jornal também mostrou conversa entre os pais, nos quais eles trocam mensagem sobre a punição física que o garoto recebia.
Após mais de três anos, o pai foi absolvido da acusação. A defesa dele enviou uma nota ao Jornal Jangadeiro, comemorando a sentença que o absolveu de todas as imputações apresentadas no processo criminal. Os advogados classificaram a decisão como tecnicamente consistente e alinhada às garantias constitucionais do coronel.
A defesa afirma que a decisão levou em consideração depoimentos, estimativas profissionais e outros elementos apresentados ao longo do processo, destacando pontos que, na avaliação defensiva, foram determinantes para o resultado.
Entre os elementos mencionados está o depoimento da dentista que examinou a criança. Conforme a nota, a profissional declarou que os achados clínicos observados na cavidade oral poderiam ter diferentes causas, sem permitir um diagnóstico conclusivo ou o estabelecimento de relação direta com a acusação.
Outro ponto destacado foi o testemunho de uma psicóloga contratada pela mãe da criança. De acordo com a defesa, a profissional afirmou em juízo que a criança não havia relatado espontaneamente a ocorrência de abuso sexual durante os atendimentos.
A defesa também sustenta que a psicóloga descreveu manifestações que lhe pareceram ensaiadas, além de intervenções diretas da mãe durante as sessões.
A nota também menciona dois inquéritos policiais instaurados contra o acusado por suspeitas de abusos envolvendo outros dois filhos. Segundo os advogados, ambos foram arquivados por ausência de indícios suficientes de autoria.







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