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A janela partidária no Ceará não trouxe novidades nas filiações




O eleitor assistiu 15 deputados cearenses trocarem de partidos. A movimentação partidária é apenas acomodação para se eleger, do ponto de vista do parlamentar Ideologicamente não ocorreu nada. As legendas são na verdade simples cartórios para se cumprir a legislação eleitoral.

Não tenham dúvida de que na campanha cada um cuida de si. Ou seja pedem votos para se eleger apoiando candidatos majoritários de acordo com o líder político com quem fechou o acordo. Sobreviver politicamente é o que importa. Sendo direto: o candidato quer se eleger não importa como pode ser novato ou detentor de mandato.

No Ceará, a janela partidária não trouxe novidades. Quem é oposição se abrigou no União Brasil se misturando aos governistas que já se encontravam no partido. No PL apoiadores do governo do Ceará se misturaram aos bolsonaristas. É muito difícil na direita centro e centro-direita um consenso por suas lideranças não se acostumarem com o campo da oposição, um fisiologismo que não deveria ser comum. No PT e PDT, partidos ideológicos, acontece o contrário. Só se filiam pessoas e lideranças que abracem a causa do trabalhismo ou que defendam o serviço público na mão do servidor público.

Dois fatos merecem registro: a oposição conseguiu ficar com o partido União Brasil e o PDT filiou um grande número de mulheres Agora parte para uma aliança onde pode eleger uma boa representação feminina além de ter mantido o PT por perto.

(*) RB

A janela vai se fechar e muitas novidades surgiram




A política partidária cearense registrou a maior movimentação de deputados trocando de siglas, mas é bom assinalar que todos procuraram se salvar. Os oposicionistas são os mesmos, se alinharam no União Brasil e no PL. Os deputados da base do governo Camilo ficaram onde estão.

Na corrida por novas siglas, os deputados tentaram valorizar o “passe”, buscando legendas com gordo fundo partidário ou garantindo fusão, junto a chefes políticos, vereadores, lideranças comunitárias e prefeitos.

O mercado da política parecia ter sido sepultado, mas foi reativado, com vigor, nesses tempos de fundo partidário. O valor unitário do voto está avistado em R$ 300, ágio jamais atingido, mesmo em tempos de grandes disputas ou de compra aberta junto ao eleitor.

A janela partidária e as desincompatibilizações tem prazo encerrado neste sábado, 2, mas, por segurança, os partidos pretendem fazer todas as filiações ao longo desta sexta-feira, 1º. O fato relevante foi a forte debandada de deputados federais que optaram por mudar de partido.

No jogo político, líderes de grupos como o deputado federal Genecias Noronha trocaram de partido. O deputado federal Moses Rodrigues largou o MDB, até então, sua única legenda. Imaginar o deputado Walter Cavalcante saindo do MDB? A sobrevivência política falou mais alto, no momento inicial da lei eleitoral.

(*) RB
www.carlosdehon.com

A 48 horas para o fim da janela partidária, 15 deputados estaduais já trocaram de partido

Amazonas Atual (Google)
A intensidade da troca de partidos entre os deputados estaduais não tem precedentes na história da Assembleia Legislativa e, em menos de 30 dias, dentro da janela partidária, pelo menos, 15 parlamentares saíram das siglas às quais estavam filiados em direção a outras agremiações. Na bancada do Ceará na Câmara, quatro deputados federais – Danilo Forte, Vaidon Oliveira, Capitão Wagner e Célio Studart.

A mudança não tem justificativa de identidade ideológica com o novo destino partidário mas apenas á matemática que os permita a conquista da reeleição. 

DEPUTADOS ESTADUAIS ORIGEM DESTINO
Soldado Noélio PROS União Brasil
Apóstolo Luiz Henrique PP Republicanos
Zezinho Albuquerque PDT PP
Heitor Férrer SD União Brasil
Fernando Hugo PP PSD
Lucílvio Girão PP PSD
João Jaime DEM PP
Nizo Costa PSB PT
Júlio César Cidadania PT
Augusta Brito PC do B PT
Delegado Cavalcante PTB PL
André Fernandes – Republicanos PL
Gordinho Araújo – Patriota PSDB
Nelinho Freitas – PSDB MDB
Fernanda Pessoa PSDB União Brasil

DEPUTADOS FEDERAIS
– Célio Studart trocou o PV pelo PSD
– Capitão Wagner trocou o PROS pelo União Brasil
– Danilo Forte trocou o PSDB pelo União Brasil
– Vaidon Oliveira trocou o PROS pelo União Brasil

(*) Alerta Geral
www.carlosdehon.com

Janela partidária deve ser marcada pela maior troca-troca de siglas entre deputados estaduais e federais na atual legislatura



Os deputados estaduais e federais descontentes nos partidos pelos quais foram eleitos em 2018 e que pretendem concorrer à reeleição em 2022 podem, a partir desta quinta-feira, trocar de sigla sem prejuízos ao mandato. O período, entre três de março e 1º de abril, é definido como ‘janela partidária’ e permite liberdade, sem restrições, para os parlamentares mudarem de partidos.

A janela partidária é uma das etapas mais esperadas do calendário das eleições de 2022. Os deputados estaduais e federais querem um abrigo mais seguro para disputar um novo mandato. A segurança passa, necessariamente, pela ampliação de colégios eleitorais e pela distribuição dos recursos do Fundo Eleitoral que, neste ano, terá uma verba de R$ 4,9 bilhões.

A briga para atrair deputados federais é cada vez mais acirrada porque, quanto mais numérica é a representação na Câmara, maior será o volume de recursos do Fundo Eleitoral para 2024. As verbas são definidas de acordo com o número de deputados federais eleitos no pleito anterior, ou seja, em 2022.

A estimativa, entre lideranças políticas, é que, com a janela partidária, mais de 60 deputados federais migrem dos atuais partidos para outras agremiações. No Ceará, essa lista tem os deputados federais Célio Studart, que sai do PV para o PSD, e mais três parlamentares que desenham filiação ao União Brasil – Capitão Wagner (PROS), Vaidon Oliveira (PROS) e Danilo Forte (PSDB). Há expectativa, também, para possíveis mudanças nas bancadas do PDT, PP e MDB.


PL E UNIÃO BRASIL


O União Brasil, que nasceu da fusão entre DEM e PSL, estreou na Câmara com 81 deputados federais, mas, pelos cálculos de lideranças políticas, a sigla deve emagrecer e encerrar a janela partidária, no dia primeiro de abril, com pouco mais de 60 representantes. O PL deve superar o União Brasil.

A debandada é esperada porque, diante da indefinição dos rumos do partido na sucessão presidencial, muitos parlamentares das duas agremiações querem mais proximidade com o Palácio do Planalto. O caminho é a transferência para o PL, sigla do presidente Jair Bolsonaro e, que, pelos próximos 28 dias, deve receber entre 22 e 25 deputados federais, tornando-se o partido com a maior bancada na Câmara.

Partidos pequenos terão dificuldades para atingir o quociente eleitoral

Segundo Flávio, o Aliança teria mais de 1 milhão de apoiadores. 'Queremos um partido para o resto da vida'(foto: Pedro Franca/Agencia Senado)

O prazo para que vereadores mudem de partido antes de se lançarem candidatos ao pleito municipal deste ano, teve início na última quinta-feira e segue até 3 de abril. É a chamada “janela partidária”, permitida, neste caso, apenas para o Legislativo municipal. A situação das legendas pequenas no processo de desfiliação e filiação ainda não é certa. Especialista aponta para um possível aumento de candidatos interessados em partidos grandes e um encolhimento dos menores.
Doutorando em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP), Paulo Vicente de Castro diz que esta é a primeira eleição proporcional na qual as coligações partidárias são vedadas. A mudança foi aprovada no Senado, em 2017, e passa a valer este ano. Isso quer dizer que os partidos menores precisarão atingir o quociente sem a ajuda das alianças. “Funciona como uma espécie de cláusula de barreira informal. Com a proibição das coligações, a expectativa é de que o jogo fique mais difícil para partidos pequenos”, pontua Castro, que se dedica a estudos de processos eleitorais e partidos políticos.
Antes, as alianças favoreciam os partidos menores, uma vez que, depois do pleito, para uma legenda participar da distribuição de cadeiras –– ou seja, para conseguir vagas nas Casas Legislativas era necessário atingir um quociente eleitoral –– a divisão de votos válidos (dispensando os nulos e brancos) pela quantidade de vagas. Castro lembra que os partidos pequenos, que não fazem muitos votos por si mesmos, faziam coligações com partidos fortes para que o grupoamento atingisse o quociente e pudessem participar da distribuição de cadeiras, conseguindo vaga para os candidatos de suas legendas.
Para o deputado federal Osires Damaso (PSC-TO), a proibição de coligações não atrapalhou apenas as legendas pequenas, mas também as grandes. O parlamentar afirma que o PSC tem feito um amplo trabalho no Estado para conseguir mais candidatos. “Por não tê-las, os pré-candidatos estão sentindo necessidade de se juntar na mesma sigla partidária”, diz. Apesar de não ser um partido grande, Damaso afirma que o PSC tem obtido um bom resultado, inclusive de adeptos de outras legendas.
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