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Expresso 150 – Defesa de Sergia Miranda pede que STJ remeta processo para a 1ª Instância



A defesa da desembargadora Sérgia Miranda entrou com pedido no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para que remeta à primeira instância a ação penal que tramita na Corte e na qual ela é ré por corrupção passiva no âmbito da Operação Expresso 150.
Segundo a advogada Ana Maria Prates, que cuida do caso, a petição foi apresentada na última segunda-feira, 29, e aguarda decisão do relator do processo no STJ, ministro Herman Benjamin — o mesmo que, no início de abril, condenou a 17 anos de prisão e à perda do cargo o desembargador cearense Carlos Rodrigues Feitosa.
Prates avalia que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) fixa a competência de processos semelhantes na Justiça estadual. Caso o STJ envie a ação de Miranda para a primeira instância, ela deve ficar com a 15ª Vara, onde já tramita outra apuração relacionada à Expresso 150, que investiga venda de decisões liminares nos plantões do Judiciário cearense.

Expresso 150 – Tribunal de Justiça julga nesta quinta-feira desembargadora acusada de corrupção



O pleno do Tribunal de Justiça do Estado (TJCE) julga hoje o mérito de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado em agosto do ano passado contra a desembargadora Sérgia Maria Mendonça Miranda.
Afastada de suas funções desde outubro de 2016, após investigações conduzidas pela Operação Expresso 150, da Polícia Federal, a magistrada é alvo de denúncia de corrupção apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) e acolhida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que a tornou ré.
As apurações da PF expuseram uma rede delituosa de venda de decisões liminares concedidas nos plantões do Judiciário cearense. Segundo os investigadores, advogados contratados por traficantes pagavam até R$ 150 mil pela soltura de seus clientes. Os defensores se referiam aos plantões de Sérgia Miranda como “dia de festa”.
A partir de escutas telefônicas, quebra de sigilo bancário e interceptações de mensagens de aplicativos, os agentes identificaram o núcleo central do esquema, do qual fariam parte Frankraley Oliveira Gomes, então namorado de Sérgia Miranda, além dos advogados Carlos Eduardo Miranda de Melo e Michel Coutinho.
O processo que deflagrou o PAD e que agora vai à votação no TJCE amparou-se nos trabalhos do MPF para decretar ainda o afastamento de Miranda. Os documentos subsidiam também a ação penal 885, cujo relator é o ministro Herman Benjamin, do STJ.

Advogados condenados no STJ seguem aptos a exercer função



Duas semanas após a condenação no Superior Tribunal de Justiça (STJ) por participação em um esquema criminoso de venda de habeas corpus no Poder Judiciário cearense, seis advogados seguem com a situação regular na Ordem dos Advogados do Brasil - Secção Ceará (OAB-CE) e trabalham normalmente. Apenas um advogado sentenciado à prisão está suspenso de suas funções. A situação de cada profissional foi verificada pela reportagem junto ao Cadastro Nacional dos Advogados (CNA), da OAB.
Tanto na esfera criminal quanto administrativa, Fernando Carlos Feitosa teve as maiores punições dentre os sete advogados que respondem à mesma ação penal. Filho do desembargador Carlos Rodrigues Feitosa e conhecido como ´Chupeta´ pelo grupo criminoso, o advogado está suspenso na OAB-CE e foi condenado pelo crime de corrupção passiva à pena de 19 anos e quatro meses de prisão, em regime inicialmente fechado.
Michel Sampaio Coutinho chegou a ser suspenso cautelarmente pela Ordem, mas voltou às atividades normais em novembro de 2018. A Corte Especial do STJ, em decisão proferida no dia 8 de abril último, determinou a pena de seis anos e dois meses a Michel, em regime inicial fechado, pelo crime de corrupção ativa. A Justiça ainda não expediu a prisão dos dois advogados porque as defesas ingressaram com embargos de declaração. Michel Coutinho mora, atualmente, em Portugal.

Desembargadora vira ré em investigação por venda de liminares no Ceará



Investigada por vendas de liminares, a desembargadora Sérgia Maria Mendonça Miranda tornou-se ré nesta quarta-feira (5) pela Ação Penal nº 885, do Distrito Federal, como parte da ´Operação Expresso 150´. A denúncia foi recebida após decisão unânime de dez ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A publicação da decisão, porém, ainda não foi realizada. De acordo com Anamaria Prates, advogada da desembargadora, a deliberação só deverá ser publicada em fevereiro ou março de 2019. “Depois disso, ela será intimada a apresentar a defesa em uma prazo de 5 dias”, esclarece.

Expresso 150 – Processos dos desembargadores Váldsen e Pedrosa descem para a Justiça Estadual


          


   Ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinaram o desmembramento da ação penal através da qual é investigado esquema de venda de liminares nos plantões do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE). As peças do processo que dizem respeito aos desembargadores aposentados Váldsen Pereira e Francisco Pedrosa serão enviadas à 15ª Vara Criminal de Fortaleza. Já os trechos que se referem à desembargadora Sérgia Miranda permanecerão na Corte Superior, em Brasília.
A 15ª Vara Criminal, do juiz Fabrício Vasconcelos Mazza, é a mesma que acolheu, em maio do ano passado, o inquérito contra o desembargador aposentado Paulo Timbó, também investigado. À época, ao receber a ação contra Timbó, Mazza interrompeu uma sequência de dez outros magistrados que, durante três meses, se declararam impedidos de assumir a condução processual do caso. A maioria alegou a motivação de “foro íntimo”. O episódio causou constrangimentos na Corte cearense.
Já em novembro do ano passado, Váldsen, Pedrosa e Miranda foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) por atos de corrupção passiva, decorrentes de suposto recebimento de dinheiro em troca de decisões judiciais favoráveis a criminosos, reveladas durante a operação Expresso 150, da Polícia Federal. Conforme a PF, as liminares eram concedidas pelo valor de R$ 150 mil.
Agora, o STJ decidiu dividir a acusação em “núcleos” vinculados a cada um dos três magistrados, visto que eles, quando do suposto cometimento dos crimes, teriam adotado “condutas autônomas e independentes entre si”.
Na ementa à qual O POVO teve acesso, o MPF se posicionou favoravelmente ao desmembramento no caso de Váldsen Pereira, aposentado compulsoriamente em 17 de novembro de 2014, visto que a decisão “nenhum prejuízo trará à elucidação dos fatos”.
Quanto ao desmembramento no caso de Francisco Pedrosa, aposentado no último dia 22 de maio, o Ministério Público destacou que a denúncia já havia “fatiado as condutas dos réus em três núcleos diversos” e que os delitos que seriam relacionados a Pedrosa podem ser “processados e julgados de modo independente” dos que dizem respeito ao núcleo de Sérgia Miranda, também sugerindo a remessa dos autos à Justiça do Ceará.
A decisão teve como base a jurisprudência de decisões do próprio STJ, e também do Supremo Tribunal Federal (STF), da prerrogativa de foro. Váldsen e Pedrosa já estão aposentados e perderam o foro privilegiado. A situação é a mesma de Timbó, que perdeu o foro privilegiado ao se aposentar. Já Sérgia Miranda, única magistrada ainda em atividade, apesar de afastada, mantém o foro por prerrogativa de função e continuará sendo julgada no STJ. (colaboraram Cláudio Ribeiro e Demitri Túlio)
Núcleos de atuação desmembrados
No grupo que inclui a desembargadora Sérgia Maria Mendonça Miranda constam os seguintes nomes: Frankraley Oliveira Gomes, empresário, então namorado da magistrada; Michel Sampaio Coutinho, advogado suspenso na OAB-CE; Carlos Eduardo Miranda de Melo, advogado; Cláudia Adrienne Sampaio de Oliveira, advogada; Paulo Fernando Mendonça, gerente/ preposto de Frankraley; Jéssica Simão Albuquerque Melo, advogada e esposa de Michel Coutinho; e Mauro Júnior Rios, advogado suspenso na OAB-CE.

Expresso 150 – Desembargador e filhos são denunciados ao STJ



Investigados pela operação “Expresso 150” desde 2015, desembargador Carlos Rodrigues Feitosa e seus filhos, Ubaldo Machado Feitosa e Fernando Carlos Oliveira Feitosa, foram denunciados ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O grupo é acusado de lavagem de dinheiro por negociar a soltura de presos. A denúncia foi recebida pelo relator do caso, ministro Herman Benjamin, e a decisão é aguardada desde o último dia 1º.
Conforme os autos do STJ, por meio do valor recebido pelos familiares, eles puderam comprar um veículo e quitar títulos para a aquisição de imóveis. Em junho de 2015, Carlos Feitosa foi afastado de seu cargo após seu gabinete ser alvo de mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal (PF), na deflagração da “Expresso 150”, que investiga a venda de liminares nos plantões do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE).
Por meio do esquema, Deijair de Souza Silva, apontado como um dos mandantes da Chacina das Cajazeiras, foi liberto após pagar R$ 150 mil. Pelo menos outros dois traficantes também foram beneficiados.

Expresso 150 – TJ abre processo disciplinar contra desembargadores




A decisão de abertura de Processos Administrativos Disciplinares (PAD) contra desembargadores acusados de venda de decisões judiciais foi aprovado nesta quinta-feira, 2, pelo Pleno do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE). O parecer visa apurar práticas éticas e supostas infrações do desembargador aposentado Francisco Pedrosa Teixeira e da desembargadora Sérgia Maria Mendonça Miranda. Defesas dos juristas citados na denúncia negam crime.
Ambos são acusados de envolvimento em esquema de venda de decisões judiciais no Ceará, deflagrado pela Operação “Expresso 150”, em 28 de setembro de 2016. Na ocasião, gabinetes de Francisco Pedrosa e Sérgia Miranda no TJCE foram alvos de batidas de busca e apreensão.
Nos desdobramentos desta quinta, foi aprovado o afastamento de Sérgia Maria de suas funções, até a conclusão do processo. A sessão foi conduzida pelo presidente da Corte, desembargador Gladyson Pontes, que apresentou relatórios das investigações que tramitam originariamente no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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