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Prefeito de Icapuí tem até o final desta quinta-feira para exonerar servidores por nepotismo

O Ministério Público do Ceará (MPCE), por meio da promotora de Justiça Vinculada de Icapuí, Vandisa Maria Frota Prado Azevedo, recomendou ao prefeito Francisco Kleiton Pereira, o Grilo, a exoneração de servidores de cargos comissionados, enquadrados na prática de nepotismo.
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“A prática de nepotismo e favorecimento caracterizada pela nomeação de servidores públicos comissionados ou designação para função de confiança, com relação de parentesco vedada, no âmbito dos Poderes Municipais, quer no Legislativo, quer no Executivo, pode configurar abuso de poder, capaz de causar enriquecimento ilícito, dano ao erário e atentado contra os princípios da administração, configurando, em tese, ato ilícito de improbidade administrativa passível de repressão na esfera judicial”, apontou a promotora.

A lista de parentesco é encabeçada pela esposa do prefeito, a secretária municipal Janice da Silva Pereira, seguida pela sobrinhada do gestor, os servidores Ivo Leone Pereira, Yasmin Pereira dos Santos e Sara Sofia Pereira.

“A afinidade familiar entre ocupantes de cargos de provimento em comissão ou de funções gratificadas é incompatível com o conjunto de normas éticas abraçadas pela sociedade brasileira, que estão albergadas pelo Princípio constitucional da Moralidade Administrativa”, ressaltou Vandisa Azevedo.

A promotoria também identificou a prática de nepotismo entre o secretariado do prefeito, com filhos, cônjuges e demais parentes. A própria primeira-dama, já enquadrada o nepotismo, possui a cunhada Niácia Silva Valente no cargo em comissão de Assessora de Convênios da Secretaria de Planejamento, Administração e Finanças do Município de Icapuí.

“Configura-se, assim, parentesco por afinidade em segundo grau (do prefeito), vínculo abrangido pela vedação constante da Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal”, relatou a promotora.

A Prefeitura de Icapuí terá agora um prazo de 15 dias para encaminhar à Promotoria de Justiça a cópia das portarias de exoneração e da rescisão contratual.



Prefeita de Ocara nomeia marido e irmão como secretários, e MPCE recomenda exoneração

Prefeita de Ocara
Amália Lopes
O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) recomendou, nesta segunda-feira (1º), à prefeita de Ocara, Amália Lopes de Sousa, que exonere dois secretários do município. Segundo o órgão, os gestores são marido e irmão da chefe do Executivo municipal, e não têm qualificação técnica para exercerem os cargos, o que configura nepotismo.
De acordo com a Promotoria de Justiça do município, ficou constatado que o atual secretário de Governo da cidade, Almir Pereira de Souza, marido da prefeita, não tem nenhum curso superior ou técnico na área de gestão pública ou matéria afim.

Conforme a instituição, o atual titular da Secretaria de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano de Ocara, Francisco Márcio Moreira Lopes, irmão da prefeita, também não tem nenhum curso superior ou técnico em matéria que envolva os temas debatidos na pasta.

Posicionamento

De acordo com a recomendação, de autoria do promotor de Justiça Antônio Forte, a prefeita tem até dez dias para informar ao MPCE se acatará ou não o pedido, sob pena, em caso de descumprimento, de ajuizamento de Ação Civil Pública (ACP) contra a gestora por ato de improbidade administrativa.

"Com base no exposto, temos como desatendido um dos requisitos de validade dos atos administrativos de nomeação dos secretários: a necessária finalidade de perseguição da melhor escolha para o interesse público", ressalta o documento, reforçando que a ausência dessa finalidade afronta os princípios da impessoalidade, moralidade e, principalmente, da eficiência.

Consequências

Na recomendação, a Promotoria de Justiça de Ocara ainda sugere que a prefeita se abstenha de nomear cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, para cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta.

A nomeação de parentes para cargos de confiança, informou o MPCE, pode acarretar sérias consequências para o interesse público quando ocorrem três fenômenos indesejados, como:


O favorecimento do parente nomeado em detrimento de outras pessoas mais capacitadas;

O estabelecimento de um vínculo administrativo de quase absoluta confiança entre a autoridade nomeante e o beneficiário, impossibilitando o mínimo de controle dos atos públicos;

E a perigosa promiscuidade entre interesse público e interesses familiares.

Fonte: Diário do Nordeste

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