Minhas Poesias, Domingo, 08/02, 13h37 (Ausência)

Que tristeza!

Minha alma amanheceu morta
Envolta em saudade
Sangrando de dor.

Que faço sem você?
Sua ausência é minha prisão eterna
Minha Fortaleza de aço enferrujado 
Minha jaula úmida, sem saída.

Sou um fantasma que perambula como indigente
Na selva das pessoas desconhecidas
Que passam por você e não veem nada
Apenas uma macabra personagem do faz de conta

Que pena perder você
Quanta frieza tive ao me despedir 
Quantas lágrimas choraram de dor
E eu sai covardemente do teu mundo, da tua vida.

Sinto saudade daqueles olhos castanhos pequenos
Corpo magro cheio de curvas
Estradas que percorri por anos de minha juventude maltrapilha
Sem rumo, sem norte 
Desgovernado pela rebeldia do tempo

Sinto saudade daqueles cabelos longos
Que me envolvia com suas longas mechas acetinadas
Éramos um só corpo
Uma só alma...que saudades.

Dei adeus a você e não juntei os pedacinhos
Sai catando os restos de nossa história
Sem saber que havia perdido tudo na vida
Tudo de mais sublime de mais encantador.

Você era tudo!
Meu alimento, meu ar, minha juventude errante.
Era meu abraço correspondido
Minha liberdade minha felicidade.

Errei ao perder você
Sem luta, sem ambição de Tê-la
Que forte terremoto atingiu minha dor
Que lamento eterno purificou a teia
De minha covardia.

Fui ingrato, injusto
Você me deu tudo
E eu devolvi com um até mais
Longo e sem volta.

Aquela noite ao pentear seus cabelos
Pedi um beijo o beijo dos traidores
Mas, você não meu deu
E apenas pediu pra seguir meu caminho

Inútil,eu não consegui mais andar
Apenas vagueio entre o tempo
E fico mais velho a cada dia
A cada desespero de minha alma
Até que me chegue a liberdade...a morte!!!!








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