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Ciro e Cid seguem na cozinha de casa e são comparados a personagens de seriados da Netflix



No momento em que a política cearense tem sido de tensionamento dentro do PDT, o acordo intermediado entre Ciro e Cid para colocar freio na crise antes do abismo não se sabe se vai funcionar.

Nos corredores da política, o acordo ainda não surtiu efeito. O PDT segue com três deputados na oposição, Roberto Cláudio liderando o grupo e André Figueiredo dizendo que “nada mudou”.

O caso mal resolvido dentro de casa entre Ciro e Cid está sendo comparado aos seriados da Netflix, que nunca terminam. Os capítulos se sucedem, sem um final.

No final de semana, Cid Gomes colocou seu estilo. O encontro do PDT foi sem imagem, entrevistas e repercussão. Na Expocrato, nenhum pedetista se disse presente. Nem mesmo o PDT, que apoia o governo.

É cedo para avaliar o que está ocorrendo internamente, mas não se pode desacreditar Cid Gomes. Ciro já ressurgiu e lançou um novo produto na internet. Será que vai ser para ajudar Cid?

De início, o que se pode avaliar pela manchete da newsletter de Ciro é que o instrumento de comunicação pretende analisar a política, a economia, Lula, o Congresso Nacional e problemas ambientais.

O EX-SENADOR TASSO TASSO JEREISSATI CRITICOU A POLÍTICA ECONÔMICA ADOTADA PELO PRESIDENTE LULA


EMBATE LULA X BANCO CENTRAL
O ex-senador Tasso Jereissati (PSDB) criticou a política econômica adotada pelo Presidente da República, Lula da Silva (PT). Desde a posse, o chefe do Executivo Federal entrou em debate público com o Banco Central. Lula se declara contrário a independência da instituição financeira, que estabelece a taxa básica de juros no país.

“Esse embate com o Banco Central é inteiramente desnecessário. Em relação ao presidente do Banco Central, chegou a ser feito um ataque pessoal. Isso é profundamente prejudicial à economia do País. Por outro lado, o Fernando Haddad, ministro da Fazenda, traz alguma moderação. Mas o conjunto traz uma linha agressiva que volta atrás em conquistas de outros governos, do Michel Temer e até do Lula”, afirmou em entrevista ao Estadão.

Para Tasso Jereissati, a forma como Lula julga a política monetária conduzida pelo órgão é "agressiva" e “radical”.

“Estou muito surpreso. Eu não esperava que o Lula e sua equipe viessem nessa linha radical de política econômica. Não é radical só pelo fato de ser de esquerda, que tem propostas boas, mas pelas ideias ultrapassadas, vencidas e que já foram testadas. É radical também pelo tom da agressividade”, avaliou.

Embora tenha apoiado publicamente Lula durante o segundo turno da eleição presidencial de 2022, e seja um dos nomes mais importantes para o diálogo entre o PT e o PSDB, Tasso Jereissati não reconhece as duas gestões anteriores de Lula neste atual mandato.

“Esperava que não só o governo, mas o próprio Lula fosse mais amplo, porque ele já foi. O Lula 1 era muito aberto. Ouvia de um lado, do outro e distinguia. Na maioria das vezes tomava o rumo correto na área econômica. Lula tinha uma abertura para uma visão mais ortodoxa da economia maior do que tem hoje”, comentou.

Lula foi eleito com o apoio da frente ampla, que se desenhou para frear a extrema direita no Brasil. O ex-senador esperava um governo mais participativo.

“Estamos vendo um Lula até raivoso em determinados momentos. Ele mesmo falou que era preciso acabar com o nós contra eles. Não veio um Lula Mandela, veio um Lula anti-Bolsonaro”, declarou.

O profeta político Cid Gomes

 


O senador Cid Gomes, em novembro, coordenando o 3º Encontro Regional do PDT, no município de Crateús, sertão dos Inhamuns, profetizou: “Hoje, o Ciro tem 6% nas pesquisas. Se em abril, no dia do meu aniversário, 27 de abril de 2022, ele atingir 15% nas pesquisas, será o presidente do Brasil”. Levantamento do BTG/FSB Pesquisas, divulgado na segunda-feira, 25, Mostra Ciro Gomes com 14%. A previsão de Cid se confirmou.

Ele está comemorando o aniversário e o presente que recebeu, profetizou e pediu. Agora, para o PDT, é fazer esforço no sentido de que decole de vez a pré-candidatura de Ciro Gomes, colocando um fim na polarização entre Lula e Bolsonaro, intencionalmente provocada pelos assessoreis para mantê-los em provável segundo turno. Ciro parece ter conseguido romper o bloqueio. Agora, é aguardar para saber se seguirá crescendo, até chegar ao sonhado segundo turno.

O eleitor está acompanhando o esforço do presidente Bolsonaro em se manter no segundo turno. Para gerar mídia positiva, comprou briga com o Supremo Tribunal Federal (STF), o que garante muita popularidade nas redes sociais. Bolsonaro, que estava afundando, cresceu 5% na pesquisa do BTG/FSB. O alvo de Ciro seria o presidente, que tem 17% de vantagem. Até dois de outubro, são seis meses e oito dias de campanha. Muito tempo. Vem, ainda, o melhor: os debates, onde Ciro deve crescer, por ser bom orador e preparado.

Os últimos movimentos de Ciro Gomes fizeram elevar seu envolvimento com o eleitor e crescer nas pesquisas de intenção de votos. Ele segue atacando fortemente os erros cometidos por Lula no passado e massacra Bolsonaro, a quem considera um grande “bandido, entreguista, corrupto e genocida”. A coragem de Ciro parece ter cativado quem não tem simpatia pelo atual e pelo ex-presidente. Ele tem estrutura menor para competir na internet. Lula possui dinheiro e a máquina do PT. Bolsonaro tem um partido bilionário, equipe de internet montada há quatro anos e a máquina do governo federal. A campanha está começando e deve ficar mesmo entre os três.

Bolsonaro arrebentou com a oposição e fez estragos

foto: divulgação

O presidente Jair Bolsonaro, levou para o Palácio do Planalto as mais terríveis figuras do centrão. Valdemar Costa Neto, Ciro Nogueira e Roberto Jefferson são três nomes que valem por um Congresso Nacional inteiro, pela capilaridade, o conhecimento de todos os parlamentares e seus interesses. O presidente rasgou o discurso, faltou ao cumprimento das promessas, está deixando se afundar e derreter nas pesquisas.

Após se filiar ao PL, com ficha abonada pelo ex-deputado e presidente nacional do Partido Liberal, Bolsonaro passou a juntar apoios no seu entorno, tudo custeado com verbas públicas. Fez o mesmo que todos os antecessores, para conseguir a reeleição. Até os personagens são os mesmos.

O centrão cooptou parlamentares que fugiam do bolsonarismo e deputados e senadores da oposição. Foi um esforço grande, mas valeu a pena. Hoje, o PL é o partido com maior número de parlamentares, tem um presidente da República que deseja o segundo mandato, com a caneta cheia de tinta, para comprar o diploma do TSE. FHC, Lula e Dilma fizeram seus estragos. O Capitão fará o dele. Será assim, até o Brasil construir homens públicos sérios, que combatam a anarquia oficial.

Em manobra inteligente, os cérebros do centrão filiaram apoiadores e ex-apoiadores ao União Brasil, PL, PSD, PTB e MDB, transformando os partidos em um exército bolsonarista. A jogada criou um novo clima para o presidente, que está pagando a conta, liberando recursos para parlamentares adeptos ao toma-lá-da-cá.

O ex-presidente Lula se encontrou com líderes da velha guarda do MDB. Foi um triste prazer. O MDB novo está com Simone Tebet e a outra parte com Bolsonaro. Lula abraçou Sarney e Renan Calheiros, políticos que não mais expressam lideranças nacionais. O líder do PT e pré-candidato a presidente precisa urgentemente construir uma tática para combater as várias frentes criadas por assessores políticos de Bolsonaro. Lula está com a pauta errada, se distanciando da classe média, se isolando. Abriu a porteira para o seu adversário Ciro Gomes crescer. O estrago já fez ao se distanciar da turma que era sua.

(*) Roberto Moreira
www.carlosdehon.com

Os corruptos filhos e protegidos dos presidentes




Os cofres públicos, sempre, foram saqueados por agentes movidos pelos chefes, sejam deputados, senadores, ministros e até mesmo presidentes da República. Inclusive, generais da ditadura fecharam os olhos para a roubalheira promovida por parentes e aliados.
A Nova República inovou. Parentes diretos dos presidentes foram pegos roubando. Quando não, os próprios presidentes tinham operadores. A Polícia Federal já sabe que os filhos do presidente Bolsonaro estão ricos. Aqui, em Brasília, todos sabem. Compraram mansões na capital federal, apartamentos para alugar e ainda possuem muitos dólares. A PF chegou ao que não tem mandato, ou seja, o desprovido da proteção da lei.

Jair Renan, o zero quatro, constrói agendas secretas nos ministérios e leva a clientela que faz negócios milionários, reservando sua parte. Está sendo acusado de tráfico de influência e lavagem de dinheiro. Bolsonaro transfere delegados para evitar o pior, mas não adianta. Os federais não fecham acordo com corruptos.

Todos os presidentes protegeram seus filhos e afilhados. Lula, assistiu o Lulinha passar de faxineiro de zoológico a sócio da Friboi, se tornando o maior fazendeiro de gado do Brasil. O filho do presidente FHC se tornou um dos donos da Vale do Rio do Doce, após a companhia ser privatizada.

Fernando Sarney e o cunhado Jorge Murad se tornaram ricos e poderosos com José Sarney na Presidência. Collor de Melo colocou PC Farias como operador, o irmão Pedro, que ficou fora do negócio, denunciou e ele acabou cassado. Com Temer, não foi diferente. A PF o indiciou e outras dez pessoas, entre as quais sua filha, Maristela Temer, e o amigo coronel João Baptista Lima Filho, seu operador.

O Brasil não tem leis claras ou elas são interpretadas de acordo com os interesses de quem julga. O País em que o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal não conseguem definir se um deputado pode ou não ser preso, se um juiz e ladrão deve ou não perder o cargo e se um preso condenado em segunda instância deve ir para a cadeia, vai demorar a se ajustar e ter uma população que confie na elite do serviço público.

A história de roubalheira segue. O maior escândalo do momento já tem dois anos: as emendas secretas do Orçamento, que são autorizada pelos presidentes da Câmara Federal, Artur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco. São cerca de R$ 17,6 bilhões à disposição dos dois para comprar senadores e deputados, garantindo a reeleição dos mesmos nas presidências das duas Casas. O deputado Eduardo Cunha cumpriu o seu roteiro. Terminou na cadeia, por roubos na Petrobras, não por compra de parlamentares.

No Brasil que segue corrupto, a juventude que está sendo aprovada nos concursos é a esperança. Apesar de sabermos que grande parte dará sequência às marmotas da parentada.

(*) RB
www.carlosdehon.com

Sérgio Moro quase deu certo, fracassou e está liquidado



O povo brasileiro tem paixão pelo ex-juiz Sérgio Moro, um herói nacional, que prendeu corruptos e resgatou dinheiro em poder dos saqueadores dos cofres públicos. Essa parte da história ficou na memória de todo cidadão. As aventuras ou travessuras de Sérgio Moro com o presidente Bolsonaro são um capítulo de vexames.

Quando largou a toga e sentou na cadeira de ministro da Justiça, Moro parecia ter conquistado seu maior troféu: a força necessária para empreender uma meta traçada, que era a de prender corruptos. Ele tinha o respeito do Judiciário, a Polícia Federal sob seu comando e um presidente que dizia apoiá-lo, mas estava com um punhal para lhe enfiar nas costas. O plano de Moro foi liquidado por Bolsonaro, quando o presidente viu a ameaça de gerar um forte candidato ao maior cargo da República, que poderia lhe impedir de sonhar com um segundo mandato. Bolsonaro tratou de se livrar de Sérgio Moro. Conseguiu. Nas redes sociais, os bolsonaristas trataram de massacrar o ex-juiz. Foi uma das maiores campanhas contra um homem público nas redes sociais.

O inferno de Moro veio após conquistar um empregão de advogado em escritório americano que salva empresas envolvidas em corrupção junto ao poder público. Os ministros do STF trataram de anular suas sentenças contra Lula e criminosos pegos pela Lava Jato. Moro começou a sofrer derrotas e passou a ser visto como um operador que teve como meta destruir a imagem do ex-presidente e do PT, para eleger Bolsonaro ou ele mesmo presidente da República. O ex-juiz construiu a última cartada: se apresentou como pré-candidato a presidente. Foi, mais uma vez, alvo não só de Bolsonaro, mas também do ex-presidente Lula e de ministros do STF, como Gilmar Mendes.

Sérgio Moro, o juiz brilhante, segue respeitado. Já o político Sérgio Moro fez tudo errado. Se tiver sorte, conseguirá um mandato de deputado federal.

(*) Roberto Moreira



Os desafios de Bolsonaro para recuperar popularidade



Nos últimos dias, o presidente Jair Bolsonaro tem estendido a mão a opositores e aos que maltratou nos três anos e dois meses de governo. O centrão parece estar conseguindo, aos poucos, convencer o presidente de que, em ano eleitoral, faz-se necessário ser generoso, politicamente habilidoso e passar a impressão de bom gestor.

As pesquisas mostram a estabilidade de intenção de votos, na casa dos 23%. Muito pouco para o mandatário da Nação, que pretende um segundo mandato. Bolsonaro assiste Lula, também, congelar na faixa dos 40%. Cerca de 80% dos eleitores ainda não definiram o voto. Os diis têm nas intenções 9% dos votos de quem já decidiu em quem votar. Ciro Gomes tem 3% e Moro 2%, nesse pequeno universo de eleitores. Ainda não surgiu o preferido para a eleição de outubro.

Na tentativa de conquistar votos, recuperando o território político que o presidente perdeu, os aliados organizaram para Bolsonaro um evento destinado a recepcionar os pretensos repatriados. Bolsonaro distribuiu bandeiras do Brasil, abraçou as pessoas, fez fotos, deixou-se filmar e exibiu-se como um populista de esquerda.

A nova embalagem dele já sinaliza que o presidente está sendo orientando por marqueteiros e velhas raposas do centrão. Ciro Nogueira, Valdemar Costa Neto e Arthur Lira lideram a turma do “Muda Bolsonaro!”. Esse grupo, também, trabalha para o presidente falar sobre temas populares e esquecer baixarias.

Na política, o presidente mudou muito. Já considera a possibilidade de se acertar com políticos de centro e centro-esquerda. É o caso do prefeito do Eusébio, Acilon Gonçalves, comandante de um grupo com oito prefeitos, deputados estaduais e federais e mais de 50 vereadores.

Os adversários de Bolsonaro já sentem a mudança. Lula passou a bater no presidente, saindo do seu gabinete, e já articula cinco mil comitês em bairros de periferia. Ciro Gomes está exibindo vídeos, mostrando como pretende governar o Brasil. A campanha mais importante da história do País está na rua.

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