A seis meses da campanha, base de Elmano mantém cautela e evita cravar nomes para o Senado

 

Legenda: Elmano deve ter papel central na escolha dos candidatos governistas às vagas atualmente ocupadas por Cid Gomes (PSB) e Eduardo Girão (Novo).
Foto: Fabiane de Paula.

A seis meses do início oficial da campanha eleitoral, a base aliada do governador Elmano de Freitas (PT) no Ceará é cautelosa sobre quais nomes serão escolhidos para disputar o Senado em outubro deste ano. Apesar da movimentação de bastidores e de pré-candidaturas já colocadas publicamente, lideranças do grupo governista afirmam que o momento ainda é de articulação, sem decisões fechadas.

O cálculo inclui a presença de um senador que não quer concorrer à reeleição, o interesse de partidos estratégicos da base, disputas internas no PT e o desafio de acomodar aliados na chapa majoritária. O resultado é um cenário de incerteza que já conta com quase dez nomes cotados.
Conheça os nomes que aparecem como pré-candidatos da base governista e como eles aparecem na disputa.
José Guimarães (PT)
O que há de novo

No último dia 2 de fevereiro, o Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do PT se posicionou a favor da candidatura à reeleição do governador Elmano de Freitas e da candidatura de Guimarães ao Senado. O posicionamento reforça o apoio ao parlamentar e o coloca no centro das negociações da base para 2026.
O que pesa a favor

Líder do Governo Lula na Câmara dos Deputados, Guimarães mantém intensas articulações para disputar o Senado, cargo que ele diz não abrir mão. Em seus cálculos, o petista contabiliza o apoio de mais de 70 prefeitos cearenses. Nas últimas semanas, ele aproveitou o recesso parlamentar para fazer uma ofensiva no Interior, visitando aliados e reforçando as bases locais.

Em abril do ano passado, durante entrevista ao PontoPoder, ele reafirmou que será o candidato da legenda. “O PT tendo uma vaga para o Senado no Ceará, esqueça, o nome é José Nobre Guimarães”, disse.
O que pesa contra

Um obstáculo à candidatura do parlamentar é a quantidade de espaços ocupados pelo PT em cargos estratégicos no Ceará. A legenda já contabiliza uma das três cadeiras do Estado no Senado, além de comandar o Governo do Estado e a Prefeitura da Capital. O próprio ministro da Educação, Camilo Santana (PT), já chegou a defender que "o PT não pode ter tudo".
O que diz o pré-candidato

Ao PontoPoder, Guimarães disse que sua pré-candidatura não é uma “imposição, mas um movimento natural pautado por uma trajetória de entregas em todos os municípios cearenses”.

“Na prática, já atuamos com a responsabilidade de um representante do Senado ao viabilizar projetos estratégicos, como a Ferrovia Transnordestina e o Polo Automotivo do Ceará. Entendo que o senador do nosso Estado precisa de três marcas indissociáveis: lealdade ao projeto do presidente Lula, compromisso real com as demandas cearenses e a capacidade de promover uma renovação ativa. O Senado é a casa que cuida da Federação, um espaço de trabalho intenso, e não deve ser visto como um lugar para o político se aposentar", completou.

(*) Diário do Nordeste
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