A primeira-dama Janja Lula da Silva e o Ministério das Mulheres reagiram às declarações de Paolo Zampolli, conselheiro especial para parcerias globais do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que as mulheres brasileiras são uma “raça maldita". Em entrevista à emissora italiana RAI, Zampolli fez comentários misóginos às mulheres brasileiras ao falar da ex-esposa, também brasileira, com quem ele trava uma disputa judicial pela guarda do filho. Ao citar uma amiga da ex-mulher, ele referiu-se a ela como "uma dessas putas brasileiras, essa raça maldita de brasileiras, são todas iguais". Disse ainda que as brasileiras são "programadas para causar confusão".
Para Janja da Silva, "é impossível não se indignar diante da fala do assessor". Em postagem nas redes sociais, a primeira-dama lembrou o processo de separação do assessor da Casa Branca, em que ele é acusado pela ex-mulher de violência doméstica e abuso sexual e psicológico. "Dizer que somos 'uma raça maldita' e 'programadas para causar confusão' não nos diminui. Sabemos muito bem quem somos e temos muito orgulho de quem nos tornamos diariamente", escreveu a primeira-dama.
Falando pelo governo brasileiro, o Ministério das Mulheres também rebateu os comentários de Zampolli. Em nota oficial, divulgada no fim da tarde desta sexta-feira (24/4), o ministério repudiou as declarações, consideradas "ofensivas contra meninas e mulheres brasileiras".
"A misoginia não constitui opinião. Trata-se de manifestação de ódio, aversão e incitação à violência, configurando prática criminosa. Nesse sentido, o ministério ressalta que o ódio contra meninas e mulheres não pode ser relativizado sob o argumento da liberdade de expressão. O governo do Brasil reafirma seu compromisso com a promoção dos direitos das mulheres e com o enfrentamento de todas as formas de violência de gênero e raça, incluindo a misoginia, reconhecida como fator de risco para a escalada de agressões que podem culminar em feminicídio. O Ministério das Mulheres seguirá atuando para assegurar a proteção de meninas e mulheres, bem como na promoção de uma sociedade baseada no respeito, na igualdade e na justiça", declarou o órgão.
(*) Agência Brasil







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