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Após fortes chuvas, Ceará tem primeiros açudes sangrando em 2025

O Ceará registra as primeiras sangrias de reservatórios em 2025, com dois açudes vertendo nesta semana devido às intensas chuvas de pré-estação. Na noite desta quarta-feira (15), o Açude Patos, em Sobral, foi o primeiro a transbordar, seguido pelo Forquilha, localizado no município de mesmo nome, na madrugada de quinta-feira (16).

Localizado na Bacia do Litoral, o açude Patos alcançou seu volume máximo de 7,55 milhões de metros cúbicos pelo terceiro ano consecutivo. Desta vez, o fenômeno ocorreu ainda na pré-estação chuvosa, com dois meses de antecedência.

As chuvas de quarta-feira (15), que somaram cerca de 140mm no município de Sobral, impulsionaram o volume do açude, que aumentou 45% em relação à sua capacidade total em apenas dois dias.

O açude Forquilha, situado na região do Acaraú, também ultrapassou sua capacidade máxima de 50,1 milhões de metros cúbicos pelo terceiro ano consecutivo. Além de abastecer a sede municipal, o reservatório atende comunidades rurais e indústrias na área. As precipitações no município atingiram um acumulado de 203mm nesta quinta-feira (16), contribuindo diretamente para a sangria do açude.

Situação hídrica do estado

Atualmente, o volume armazenado nos 157 reservatórios monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) é de 8 bilhões de metros cúbicos, o que equivale a 43,2% da capacidade total. Com a estação chuvosa prevista para começar em 15 dias, no período de fevereiro a maio, há expectativas de novos incrementos nos níveis hídricos do estado.

Cidades cearenses registram estragos em dia de fortes chuvas



Em Pacujá, a chuva histórica destruiu estradas vicinais, arrastou árvores, invadiu casas e deixou comunidades isoladas.

Conforme a Funceme, os municípios que registraram as maiores precipitações foram:Pacujá: 230 mm
Acaraú: 192 mm
Itarema: 189 mm
Forquilha: 184 mm
Graça: 182 mm
Mucambo: 180 mm
Tauá: 180 mm
Groaíras: 166.2 mm

No município de Hidrolândia, na região do Sertão de Crateús, moradores também registraram estradas destruídas e comunidades isoladas. A situação foi semelhante em Forquilha, onde testemunhas fizeram imagens de áreas completamente cobertas pela água da chuva.

A forte chuva que atingiu Fortaleza na terça-feira também alagou ruas, causou problemas em semáforos e provocou

Ceará tem chuvas de 240 milímetros e previsão de mais temporais para esta quarta-feira


Depois de uma terça-feira de "toró" em todo o estado, a quarta-feira (15) promete ser marcada por mais chuvas em todas as macrorregiões do Ceará, conforme previsão da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

As regiões da Ibiapaba, Cariri e Sertão Central e Inhamuns devem registrar as chuvas mais volumosas, enquanto em Fortaleza e na Região Metropolitana as precipitações estão previstas para ocorrer entre a madrugada e a manhã.

Entre as 7h de segunda-feira (13) e as 7h de ontem,  terça-feira (14), o estado contabilizou chuvas em 150 municípios, com destaque para Pacujá, com 230 milímetros.

Durante o período de 24 horas, os maiores índices de precipitação foram registrados nos seguintes municípios:

Acopiara <> 21 mm
Pacujá: 230.0
Acaraú: 192.0
Graça: 182.0
Acaraú (Lagoa do Carneiro): 167.1
Viçosa do Ceará (Manhoso): 165.0
Catunda 164.8
Tamboril (São Monte Alegre): 159.0
Bela Cruz (Prata): 156.0
Sobral (Boqueirão): 147.0
Aquiraz (Sítio Sapucaia Fagundes): 146.0
Pires Ferreira (Pires Ferreira): 145.2
Jati (Sítio Macapá): 141.2
Independência: 140.0
Santa Quitéria (Fazenda Não Me Deixe): 136.0
São Benedito: 133.0
Tauá (Tauá): 132.4
Fortaleza (Defesa Civil de Fortaleza): 132.0
Camocim: 132.0
Horizonte: 132.0
Crateús (Tucuns): 131.0
Tauá (Carrapateiras): 130.0
Tauá (Santa Tereza): 128.0
Granja (Timonha): 128.0
Jaguaribara: 122.2
Quixelô: 122.0
Sobral (Ac. Sobral): 118.6
Ipueiras (América): 117.0
Tamboril: 117.0
Reriutaba: 116.0
Coreaú (Ubaúna): 116.0

Causas das precipitações

As chuvas são influenciadas pela formação de áreas de instabilidade associadas à Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Essa é uma faixa de nebulosidade semi-estacionária que se estende desde o sul da Amazônia, atravessando o Centro-Oeste e o Sudeste, até o Oceano Atlântico. Além disso, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), que atualmente está próxima à linha do Equador, também contribui para o aumento da instabilidade, especialmente na faixa litorânea do estado.

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