Mostrando postagens com marcador POLÍTICA > VOTO IMPRESSO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador POLÍTICA > VOTO IMPRESSO. Mostrar todas as postagens

Voto impresso: Câmara pode votar proposta nesta terça (10)

 Também está na pauta a MP sobre suspensão de contratos de trabalho na pandemia.

A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (10) a PEC do Voto Impresso (Proposta de Emenda à Constituição 135/19). A sessão do Plenário está marcada para as 15 horas. O texto foi rejeitado pela comissão especial na última sexta-feira (6), por 22 votos a 11, mas os pareceres das comissões especiais de PECs não são terminativos.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou, no entanto, que a votação poderá ser adiada por causa de uma manifestação militar prevista para esta terça-feira, na Esplanada dos Ministérios. Lira disse que é uma “trágica coincidência” a manifestação ocorrer no mesmo dia em que a Câmara pautou a PEC do Voto Impresso e que, em razão disso, vai consultar os líderes partidários sobre a possibilidade de adiar a votação.

O Plenário deverá analisar o texto original da PEC, de autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF), que determina a impressão de “cédulas físicas conferíveis pelo eleitor” independentemente do meio empregado para o registro dos votos em eleições, plebiscitos e referendos.

No dia 5, a comissão já havia rejeitado o parecer do deputado Filipe Barros (PSL-PR), cujo substitutivo propunha a contagem pública e manual dos votos a partir de cédulas impressas no momento da votação. No dia seguinte, o colegiado aprovou parecer do deputado Raul Henry (MDB-PE), que recomenda a rejeição também da proposta original.

Para ser aprovada, uma PEC precisa do voto favorável de 308 deputados em dois turnos de votação, além de passar pelo Senado, também em dois turnos.

Além do voto impresso, Câmara vota redução de jornada

Lira anuncia que levará ao plenário da Câmara PEC do voto impresso

 

Projeto é defendido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e tem gerado conflito entre os Poderes Executivo e Judiciário.

Na imagem, presidente Arthur Lira (Câmara)

PABLO VALADARES / CÂMARA DOS DEPUTADOS


Em meio à escalada da crise institucional entre os Poderes Executivo e Judiciário, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), anunciou nesta sexta-feira (6) que levará ao plenário a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do voto impresso.

“A Câmara dos Deputados sempre se pauta pelo cumprimento do regimento e pela defesa da sua vontade, que é a expressão máxima da democracia. Pela tranquilidade das próximas eleições e para que possamos trabalhar em paz até janeiro de 2023, vamos levar sim a questão do voto impresso para o plenário, onde todos os parlamentares, eleitos legitimamente pela urna eletrônica, vão decidir. E eu friso, todos foram eleitos pela urna eletrônica”, afirmou.

“Para quem fala que a democracia está em risco, não há nada mais livre, amplo e representativo do que deixar o plenário manifestar-se. Só assim teremos uma decisão, inquestionável e suprema, porque o plenário é a nossa alçada máxima de decisão, a expressão da democracia, e vamos deixa-lo decidir”, acrescentou.

R7

Após rejeição, novo parecer do voto impresso deve ser analisado

 

Proposta é uma das bandeiras do presidente Jair Bolsonaro e provocou crise entre governo e Poder Judiciário.

Comissão especial da Câmara dos Deputados

Após comissão especial da Câmara dos Deputados rejeitar parecer da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 135/19, que torna obrigatório o voto impresso, novo parecer deve ser analisado nesta sexta-feira (6). Por indicação do presidente da comissão especial, deputado Paulo Eduardo Martins (PSC-PR), o novo parecer será elaborado pelo deputado Júnior Mano (PL-CE).

A parecer do relator Filipe Barros (PSL-PR), derrotado por 23 votos a 11, incluía também contagem manual e pública de todas as células físicas depositadas nas seções eleitorais do país. O projeto prevê ao lado da urna eletrônica um dispositivo que mostra o voto em papel antes de ser depositado.

A proposta é uma bandeira do presidente Jair Bolsonaro e vem sendo defendida por seus apoiadores como forma de dar mais segurança ao pleito. As críticas do presidente ao sistema eleitoral brasileiro acabou criando uma crise entre o governo e o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, que defende o sistema atual.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que a proposta também poderá ser avocada pelo Plenário se o colegiado rejeitar o texto ou não concluir a tempo os trabalhos. “Comissões especiais não são terminativas, são opinativas, então sugerem o texto, mas qualquer recurso ao Plenário pode ser feito”, explicou.
R7

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...