Legenda: As prisões aconteceram na Bolívia.
Foto: Reprodução.
Uma ação integrada entre as Polícias Civil e Militar do Ceará, da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (Ficco/CE), da Polícia Boliviana (FELCN) e da Polícia Federal Brasileira resultou nas prisões dos cearenses Felipe Anderson Pinho de Sousa, o 'Felipe Pacote', e Gleison Gomes de Oliveira, o 'Zé Caboclo'.
Os homens são apontados como chefes da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) e investigados por traficar armas da Bolívia ao Ceará.
Com as prisões deste fim de semana, já são três criminosos cearenses de alta periculosidade detidos na Bolívia, em menos de um ano. O outro preso foi Jangledson de Oliveira, o 'Nem da Gerusa', que fugiu poucos dias depois.
Nesta segunda-feira (11), a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) divulgou detalhes, em coletiva de imprensa, de como as prisões aconteceram na cidade de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.
A investigação apontou que um dos homens possui passagens por homicídio, associação criminosa, tráfico de drogas e porte ou posse ilegal de arma de fogo. Já o outro tem passagens por integrar organização criminosa. Os dois são suspeitos de envolvimento em crimes no Interior norte do Ceará.
Segundo a apuração do caso, os dois enviavam armas para as cidades de Itapipoca, Ibiapina, Tianguá, Meruoca, Itapajé, Sobral, Trairi, Tauá, Guaramiranga e alguns bairros de Fortaleza.
"Eles saíam de Itapipoca para o entorno da cidade e cometiam homicídios e retornavam para a cidade de Itapipoca, onde eles se consideram seguros. Pois nós estamos provando aqui que não há segurança para eles. Todos estão sendo presos. Então, a prisão desse elemento com certeza vai repercutir bastante no número de CVLIs na região norte", apontou Marcus Aurélio, diretor do Departamento de Polícia Judiciária Interior Norte (DPJI-Norte).
Também participaram da coletiva o secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará, Roberto Sá, e o superintendente da Polícia Federal no Ceará, Antônio Simões Franco.
(*) Diário do Nordeste







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