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Família descobre fóssil raro de Tiranossauro rex durante trilha, 14 DE JUNHO DE 2024, 09:45 H



Ossos de dinossauro que morreu jovem está exposto em museu para estudo; peças são raras por serem menores e mais difíceis de encontrar

Um pai, seus dois filhos e o primo deles estavam em uma caminhada nas Badlands da Dakota do Norte, nos Estados Unidos, em 2022, quando encontraram algo que parecia a perna de um dinossauro saindo de uma rocha.

Sam Fisher, seus filhos, Jessin e Liam, então com 10 e 7 anos, e o primo deles, Kaiden Madsen, 9, eram caçadores amadores de fósseis há anos e sabiam que a área — a Formação Hell Creek — era rica em fósseis, já que foram encontrados lá alguns dos esqueletos de Tyrannosaurus rex mais famosos do mundo. Eles não sabiam, no entanto, que estavam fazendo uma descoberta científica significativa.

“Meu pai chamou Jessin e Kaiden para verem, e eles vieram correndo”, disse Liam durante uma conversa com jornalistas, realizada nesta semana, em Denver. “Papai perguntou: ‘O que é isso?’ E Jessin disse: ‘Isso é um dinossauro!’”

Eles posaram para uma foto com os ossos e Fisher enviou a imagem para o paleontólogo e curador do Denver Museum of Nature & Science, Dr. Tyler Lyson, que havia sido seu colega de escola. O museu revelou o “Teen Rex”, um raro esqueleto juvenil de T. rex, um dos poucos existentes. O público poderá vê-lo ser extraído da rocha em uma exposição que será inaugurada em 21 de junho.
“Pensamento positivo”

Quando ele recebeu pela primeira vez a foto do osso da perna, Lyson pensou que estava olhando para um dinossauro bico de pato. “Eu não sabia que era um T. rex, porque tudo o que eu tinha eram fotos e a articulação do joelho parecia um bico de pato”, disse ele. “Mais tarde, comecei a olhar as fotos com mais atenção. E a maneira como o osso estava se fragmentando em camadas indicava que poderia ser um dinossauro carnívoro.”

Ele então enviou mensagens para seus amigos paleontólogos, verificando se alguém achava que poderia ser um T. rex. “Eles disseram: ‘Não, parece um bico de pato.’ E eu pensei, ok, provavelmente é só pensamento positivo.”

Lyson organizou uma escavação em julho de 2023, levando junto a família dos descobridores. “As crianças estiveram conosco em cada passo do caminho, o que foi ótimo”, disse ele. “Percebemos que era um T. rex no primeiro dia. Estávamos com as câmeras rodando enquanto isso acontecia.”

Ele esperava encontrar um osso do pescoço, o que ajudaria a distinguir entre um dinossauro bico de pato ou um T. rex, pois eles são diferentes nas duas espécies. Em vez disso, ele encontrou algo muito melhor: “Desenterramos uma mandíbula inferior com um monte de dentes saindo”, o que ele acredita ser uma prova inconfundível de que o fóssil era o que ele desejava.

“Eu fiquei completamente sem palavras”, disse Jessin Fisher sobre o momento em que percebeu que o fóssil era de fato um T. rex. Eles então removeram a rocha sobreposta e, ao longo de 11 dias, desenterraram cuidadosamente a camada de arenito de 66 milhões de anos contendo o fóssil, coletada em uma jaqueta de gesso de 2,7 metros de comprimento por 1,5 metros de largura, pesando mais de 2.700 mil quilos.

Era pesado demais para um helicóptero comum levantar, então um Black Hawk mais avançado foi chamado. Menos de um ano depois, a peça está prestes a se tornar uma exposição ao vivo no museu, durante a qual os visitantes poderão assistir os cientistas limparem o fóssil e separarem os ossos individuais — um processo que pode levar até um ano, disse Lyson.

Um documentário de 40 minutos intitulado “T-REX” será exibido na exposição; ele inclui imagens dos bastidores da escavação do fóssil.

Aquífero descoberto em Iguatu deve solucionar crise hídrica

21/06/2019, sexta-feira
Após a perfuração de seis poços e testes de vazão de pelo menos 24 horas com liberação regular média de 100 mil litros por hora, geólogos da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural de Iguatu, na região Centro-Sul do Ceará, confirmaram a existência de um aquífero na Bacia da Lagoa do Julião com cerca de 642 km², que se estende a outros municípios.
Desde 2017, o anúncio da existência de um aquífero no Julião, distante apenas 4 km do centro da cidade, tornou-se tema polêmico. O geólogo da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural de Iguatu, Magno Régis Barros de Oliveira foi enfático: "Não tenho medo de afirmar: temos, sim, o aquífero e com bastante água".
Magno não só atesta a existência como antecipa algumas especificidades. "É uma formação de dois milhões de anos, recente geologicamente. Possui material arenoso, cascalho orgânico, argila e depósito de água aluvial e fluvial", explicou. "Enquadra-se na definição de aquífero".
O geólogo da Prefeitura de Iguatu mostra estudo da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) do Serviço Geológico do Brasil que confirma a formação e existência do aquífero de Iguatu. Na área, foram perfurados poços rasos em uma distância média de 150 metros e encontrada coluna de água de 18 metros. A questão polêmica continua, entretanto, acerca da quantidade da água.
Outros estudos devem definir e já há pesquisa em curso realizada pela Secretaria de Recursos Hídricos do Estado incluindo, além de Iguatu, Icó, Orós e Quixelô da formação sedimentar da região.
Quanto à qualidade da água, Magno Régis Oliveira destacou que é excelente e, segundo os testes laboratoriais (exames físico-químicos) demonstraram, apresenta teor de ferro de 0,04 mg/l, bem abaixo do padrão mínimo que é de 0,3mg/l; e de cloreto de 49mg/l, enquanto que o limite é de 250mg/l.
O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Iguatu já perfurou na área um total de sete poços e dois atendem comunidades do entorno. "Um desses poços funciona há mais de dez anos com vazão regular de 80 mil litros por hora para abastecer a comunidade de Barreiras dos Pinheiros", observou o geólogo. "Fica localizado na mesma formação do aquífero".
Alternativa
Com base na informação geológica, o Saae de Iguatu já começou a construir um reservatório de 280 mil litros para receber, inicialmente, água de quatro poços perfurados na Bacia do Julião. A obra deve estar pronta em 30 dias.
"A operação do sistema vai depender da instalação de uma subestação de energia elétrica que já foi solicitada à Enel", disse o superintendente do Saae, Edval Lavor. "O projeto já foi aprovado pela empresa concessionária de energia".
Ao lado dos poços, passa a adutora que vem do Açude Trussu responsável pelo abastecimento das cidades de Iguatu e de Acopiara. O reservatório acumula apenas 3% de sua capacidade e a qualidade da água tende a piorar com o passar do tempo. "Em termos de qualidade, acreditamos que o Trussu só tem condições de ser utilizado até o fim de setembro", contou Lavor. "Por isso, queremos usar a água do aquífero a partir de agosto e isolar o Trussu".
Iguatu tem o consumo médio de 700 mil litros por hora. Há o reforço dos poços rasos existentes na bacia do Rio Jaguaribe, cuja oferta deve ser ampliada com a instalação de uma nova adutora de 1.200 metros para a Estação de Tratamento de Água (ETA) do Cocobó. "Novos poços já foram perfurados e outros feitos a limpeza", explicou Lavor. "Esse projeto está com o Governo do Estado, na SRH, e aguardamos a liberação de recursos para o início da obra". O aquífero deve fornecer 350 m3/h e os poços do leito do Jaguaribe, 400m3/h.
O prefeito de Iguatu, Ednaldo Lavor, corroborou que a região do Julião é rica em água. "Hoje sabemos que esse aquífero dará para atender à demanda urbana". O gestor acrescenta ainda que o aquífero "dá tranquilidade para enfrentarmos a crise hídrica que se aproxima com a perda de volume de água do Trussu".
O geólogo Magno Régis disse que os estudos geofísicos realizados recentemente confirmaram as histórias narradas por produtores rurais de que a região sempre foi favorável à existência de água subterrânea em abundância. "O que a geologia nos mostra é que, no passado, milhões de anos atrás, havia um curso que deixou sedimentos e água", explicou.
Fonte: Diário do Nordeste
Por Agência Miséria
Miséria.com.br

Cemitério indígena de 500 anos é encontrado na Amazônia



Um cemitério indígena intocado foi encontrado na Amazônia por arqueólogos do Instituto Mamirauá. Ao todo, foram escavadas nove urnas funerárias da chamada Tradição Polícroma - conjunto de cerâmicas da pré-história sul-americana.
"Urnas funerárias como as que foram encontradas são comuns pela Amazônia brasileira e nas partes amazônicas de países como Peru e Equador", afirma Eduardo Kazuo Tamanaha, arqueólogo do Instituto Mamirauá.
"Mas os pesquisadores costumam recebê-las da mão de moradores do local, que de fato encontram os artefatos e os retiram da terra. Agora, escavar e encontrar uma cova com as urnas dessa cultura, do jeito que estavam, e realizar todo o registro científico, é algo inédito", completa.
Os pesquisadores descobriram o cemitério em julho na comunidade Tauary. De acordo com o UOL, as urnas estavam enterradas a uma profundidade de 40 centímetros da superfície. A descoberta chamou a atenção dos cientistas pela forma como foi encontrada.
"As urnas funerárias têm rostos desenhados, o interessante é que nenhum desses rostos estava ´olhando´ para outro. Se uma urna foi enterrada com o rosto para cima, a urna ao lado dela estava ´olhando´ para baixo, e a seguinte estava enterrada de lado. É como se elas não quisessem olhar uma para a outra. As urnas seguiam uma ordem, claramente elas foram enterradas daquele jeito e foi intencional", comentou Tamanaha.
NoticiasaoMinuto

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