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Dotações orçamentárias da União para o Fundeb deve ser de R$ 40 bilhões em 2023



As consultorias de Orçamento da Câmara e do Senado divulgaram nota sobre as dotações orçamentárias para a Educação em 2023 (PLN 32/22), que mostram um aumento de 32,8% para o Fundo de Manutenção da Educação Básica (

Nesta conta, os consultores não somaram a reserva de R$ 1 bilhão para as emendas do relator do Orçamento no Congresso justamente porque a destinação para a Educação ainda depende de parecer.

A emenda constitucional 108 aumentou de 10% para 23% a participação da União no Fundeb, que também é formado por recursos de estados e municípios. Em 2023, ela será de 17% das receitas totais do Fundeb. O percentual vai subir até 23% em 2026, mas ele não entra nos limites do teto de gastos fixado na emenda constitucional 95.

As consultorias, porém, afirmam que, ao corrigir as demais dotações do projeto de lei orçamentária de 2022 pela inflação, o total obtido é de R$ 102,8 bilhões enquanto o Orçamento de 2023 é de R$ 95 bilhões, uma diferença de R$ 7,8 bilhões. A queda impactou programas como o da Educação Básica de Qualidade, que perdeu cerca de R$ 1 bilhão.

Em entrevista, logo após a divulgação do projeto do Orçamento de 2023, o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), disse que deverá ser necessário gerar espaço extra para algumas despesas em 2023, mas que a solução mais duradoura para o orçamento será retirar a vinculação de receitas a determinadas despesas e desindexar; ou seja, eliminar reajustes automáticos.

“E aí o Congresso a cada ano vai decidir. No ano da pandemia, pôs o dinheiro na Saúde. No outro ano nós colocamos dinheiro no Fundeb, R$ 130 bilhões a mais no Fundeb. Precisamos por dinheiro na Infraestrutura, embora as concessões estejam indo muito bem. ”

Para o deputado Professor Israel Batista (PSB-DF), será necessário recompor os cortes na Educação e ainda garantir recursos para dar conta dos problemas gerados pela pandemia, como a evasão escolar e a defasagem no aprendizado. “Nós precisamos fazer uma operação resgate. Nós vamos ter que apresentar um programa robusto de formação docente para que esses professores saibam lidar com as diferenças de aprendizagem de estudantes que estão na mesma série”.

Os consultores ainda destacam que o aumento de arrecadação da contribuição social do salário-educação não foi alocado para a educação básica; mas para uma reserva que ajuda na obtenção do resultado primário fixado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2023. O resultado primário é a diferença entre as receitas de impostos e as despesas com a máquina pública. No projeto do Orçamento de 2023, a estimativa é de R$ 63,7 bilhões de déficit.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Prefeitura de Russas libera, nesta sexta-feira, R$ 8,4 milhões do Fundeb para servidores da educação



Os servidores da rede municipal de ensino de Russas recebem, nesta sexta-feira, o rateio de R$ 8 milhões e 400 mil do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação. O dinheiro representa a chamada sobra das verbas de 2021 e, por lei, precisa ser distribuído entre professores e servidores da educação. A informação é da repórter Raquel Tavares, em participação no Jornal Alerta Geral.

O prefeito Sávio Gurgel (PDT), que, nesta sexta-feira, se encontra com o deputado estadual Salmito Filho para cumprir uma agenda de reuniões no Rio de Janeiro em busca de investimentos para o Município de Russas, deixou, antes da viagem, tudo pronto para a liberação dos recursos do Fundeb para os servidores da educação.


‘’Com muita disciplina, organização e compromisso com um ensino de melhor qualidade, estamos liberando os recursos do Funded, em uma ação sintonizada com os servidores da educação que cumprem um importante papel no aprendizado dos nossos estudantes’’, disse o prefeito Sávio Gurgel, ao destacar, ainda, o estímulo para o comércio com a circulação de mais 8,4 milhões de reais na economia local. A boa notícia para os servidores da educação de Russas chega no mesmo dia em que o governador Camilo Santana libera R$ 133 milhões do Fundeb para os trabalhadores da rede de ensino estadual.

Em edição extra do Diário Oficial, Fundeb é regulamentado sem vetos de Bolsonaro

O novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) foi sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sem vetos na noite dessa sexta-feira de Natal, dia 25 de dezembro de 2020. As novas regras foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). A partir de agora, o fundo é regido pela Lei 14.113/2020 e terá recursos destinados unicamente para a educação básica pública a partir de 2021.

O texto passou por tensões na discussão da Câmara dos Deputados, principalmente após os legisladores aprovarem que parte do fundo fosse destinada a escolas privadas sem fins lucrativos, entre elas as escolas confessionais. Outras emendas também permitiam que recursos fossem destinados a escolas filantrópicas e do Sistema S.

No entanto, as reações negativas às emendas motivaram o Senado a manter o escopo inicial do projeto durante apreciação. Assim, o relatório precisou voltar à Câmara e, no dia 17 de dezembro, foi aprovado por 470 votos a favor e 15 contra - sem repasses para instituições privadas.
(*) Câmara dos Deutados

Bate-Papo: Após promulgação, Fundeb demanda mais regulamentação e fiscalização no uso dos recursos

STF veta uso de dinheiro do Fundeb em pagamentos de aposentadorias de servidores da educação e garante, assim, mais dinheiro para o ensino público

Senado aprova novo Fundeb e texto vai à promulgação

 

A proposta de emenda à Constituição (PEC) que torna o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) permanente foi aprovada pelo Senado nesta terça-feira (25) em dois turnos. Todos os 79 senadores presentes votaram a favor da proposta nas duas votações. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), não votou porque estava conduzindo a sessão e a senadora Mailza Gomes (PP-AC) estava ausente.
O relatório do senador Flávio Arns (Rede-PR) foi aprovado sem mudanças. A promulgação vai acontecer às 11h de hoje quarta-feira (26).
O Fundeb é a principal fonte de financiamento da educação básica no Brasil e, pela legislação em vigor, acaba no dia 31 de dezembro deste ano.
Além de tornar o Fundeb permanente, o texto aumenta de 10% para 23% em seis anos a participação da União no fundo. Do valor financiado pelo governo federal, 5% terão de ser aplicados em ações relacionadas à primeira infância.
Pelo texto, a União passa a financiar 12% no primeiro ano, com aumento de 3% no segundo e 2% ao ano nos quatro anos seguintes.
O relatório de Flávio Arns manteve, quanto ao mérito, o texto da relatora na Câmara, deputada Professora Dorinha (DEM-TO). O único ajuste foi uma supressão na possibilidade do fundo ser usado em escolas privadas, mas como se trata de uma mudança de redação não exige uma nova análise pelos deputados.
Congresso em foco

Senado tem dia histórico para o ensino público com votação da PEC do Fundeb

 

O Senado tem, nesta terça-feira (25), um dia histórico para o ensino público brasileiro com a votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que torna permanente o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). A PEC foi aprovada pela Câmara Federal e, hoje, a partir das 16 horas, será apreciada pelos senadores. Sem mudanças no texto original, a emenda constitucional fica pronta para ser promulgada pela Mesa Diretora do Congresso Nacional.
Uma das grandes conquistas com a votação da PEC é que, pela primeira vez, o Fundeb passa a ser constitucional, ou seja, ao invés de uma política de governo, se transforma em política de estado, dando, assim, mais estabilidade para os servidores da educação e maior segurança de cumprimento das regras para investimentos entre os Estados, União e Municípios.
Outra grande conquista é a contrapartida da União para os estados e os municípios que passa dos atuais 10% para 23%. Pelo texto da emenda à Constituição, essa contrapartida de 23% deverá ser efetivada até o ano de 2026. Os cálculos do deputado federal Idilvan Alencar (PDT) apontam que os 13% podem representar, entre 2021 e 2016, mais R$ 56 bilhões para o ensino infantil, fundamental e médio.
SEM VIGÊNCIA
A lei que criou o Fundeb vale até o dia 31 de dezembro deste ano, daí a importância da votação da PEC no Senado para garantir que, a partir do dia primeiro de janeiro de 2021, não haja descontinuidade na transferência de recursos para manutenção da educação pública. O Fundeb é uma das principais fontes de financiamento do ensino e representa 63% dos investimentos públicos em educação básica.
O relator da PEC do Fundeb no Senado, senador Flávio Arns, avalia que se o fundo não existisse, os valores mínimos de aplicação em educação girariam em torno de R$ 500 por aluno/ano nos municípios mais pobres do Brasil. Com as regras atuais estabelecidas no Fundeb, esse investimento, de acordo com o senador, é em torno de R$ 3,6 mil e, com a PEC, o investimento por aluno/ano aumentará para R$ 5,5 mil até 2026.
(*) Com informações da Agência Senado

Professores terão direito a 60% dos precatórios do Fundeb; prefeitos que não pagarem podem ser presos

 

O Senado aprovou lei que regulamenta o pagamento de 60% dos precatórios do atual Fundo de Desenvolvimento e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para professores. Nesta semana, a nova lei deve ser sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro.Os prefeitos que usaram o dinheiro dos precatórios do Fundeb para outras despesas — é sabido que vários gestores cearenses fizeram isso — serão processados e correm o risco de serem presos.“Os professores enfrentam uma luta judicial há anos com decisões favoráveis e contratarias, gerando uma grande incerteza e insegurança para os gestores. Com a previsão do artigo 8°, fica claro que os profissionais da educação têm direito a subvinculação prevista tanto na extinta lei do Fundef, como na lei do Fundeb”, disse o relator da lei, o senador Rodrigo Cunha (PSDB-AL) em seu relatório.

Em derrota do governo e vitória da educação, novo Fundeb é aprovado em primeiro turno

Após uma queda de braço entre o governo federal e o Congresso ao longo dos últimos dias, o novo Fundeb (Fundo de Desenvolvimento e Valorização dos Profissionais da Educação) foi aprovado em primeiro turno na noite desta terça-feira (21) na Câmara dos Deputados.
A aprovação do novo fundo - agora permanente e com recursos fixados para a educação básica - foi uma grande derrota para Jair Bolsonaro e uma grande vitória para a educação pública. 
O novo relatório foi apresentado nesta terça pela deputada Professora Dorinha Seabra (DEM-TO). Sem votos, o governo cedeu e o projeto começou a ser votado.
No novo texto a parcela de contribuição da União passa de 10% para 23%. Na versão anterior, que estava sendo negociada entre Executivo e Congresso, a contribuição chegava a 20%. A relatora também incorporou algumas sugestões discutidas com o governo.
Conforme a PEC, a complementação da União para o Fundeb crescerá de forma gradativa ao longo dos próximos seis anos (2021 a 2026).
A proposta que havia sido apresentada pelo general Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de Governo, previa que 5% dos recursos do Fundeb fossem destinados ao programa social Renda Brasil. 
No acordo firmado nesta terça na casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não haverá destinação de recursos, mas apoio para a criação do programa, que Bolsonaro pretende criar em substituição ao Bolsa Família. Se aprovado na Câmara, o projeto segue para o Senado.

Plenário da Câmara pode votar hoje a PEC do novo Fundeb Fonte: Agência Câmara de Notícias

21/07/2020 > TERÇA-FEIRA
O Plenário da Câmara dos Deputados pode votar hoje, a partir das 13h55, a criação do novo Fundo de Desenvolvimento e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). A relatora da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 15/15, deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), apresentará novo parecer, após ter recebido sugestões do governo.
O Fundeb é um dos principais mecanismos de financiamento da educação e será extinto em dezembro de 2020, a não ser que seja aprovada a proposta que o torna uma política pública permanente. 
O governo sugeriu que o fundo seja restabelecido apenas em 2022 e que parte dos recursos sejam destinados à transferência direta de renda, o programa Renda Brasil, que substituirá o Bolsa Família. As sugestões foram criticadas pela oposição nesta segunda-feira (20).
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu o diálogo com o governo federal. “O governo está dialogando, quer apresentar uma proposta, e é um direito do governo”, afirmou. 
Para o presidente da comissão especial do Fundeb, deputado Bacelar (Pode-BA), a votação da proposta deveria ter começado nesta segunda-feira.
Composição do Fundeb
Composto pela arrecadação de impostos estaduais, municipais e federais, o Fundeb corresponde a 63% dos recursos para o financiamento da educação básica pública brasileira. O parecer preliminar da relatora, deputada Professora Dorinha, aumenta a participação do governo federal na composição do fundo.
Segundo o parecer preliminar, divulgado na última sexta-feira (17), os valores colocados atualmente pelo governo federal no Fundeb aumentarão ao longo dos próximos seis anos: 12,5% em 2021; 15% em 2022; 16,5% em 2023; 18% em 2024; 19% em 2025; e 20% em 2026.
Urgência
A líder do PCdoB, deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), afirmou que a proposta precisa ser votada com rapidez. “Se, na quarta-feira, o governo continuar emperrando a votação da PEC, nós teremos que entrar em obstrução, porque a educação brasileira merece, sim, que botemos o pé na parede e defendamos os estudantes, principalmente porque a educação brasileira foi uma das mais prejudicadas por causa da pandemia do coronavírus”, disse.
O deputado Tiago Mitraud (Novo-MG) afirmou que o Fundeb não pode ser extinto, mas discordou da proposta em discussão. Ele disse que o texto não prevê a melhoria da qualidade da educação brasileira e criticou o uso do fundo para pagamento de salários. “Perde-se muito tempo defendendo interesses corporativistas e aumento de gastos não relacionados à qualidade do ensino. Aumentar salário não implica aumento de qualidade do ensino”, declarou.
Para o deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE), é fundamental investir mais em educação, como prevê a proposta. “Não podemos deixar de votar o novo Fundeb amanhã [hoje]. A ampliação da participação do governo federal na educação é um marco de gestão”, disse.
A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) destacou que os municípios necessitam do fundo para garantir a educação básica e a estrutura escolar. Ela lembrou ainda que a votação do novo Fundeb é o resultado de um trabalho de cinco anos. “É o tempo dedicado ao debate de tornar o Fundeb uma política pública de Estado”, afirmou.
Líderes governistas não se manifestaram sobre o assunto na sessão do Plenário desta segunda-feira.
Medidas provisórias
Além da PEC do Fundeb, a pauta desta terça-feira inclui duas medidas provisórias: 
MP 938/20, que cria auxílio financeiro de R$ 16 bilhões para estados e municípios; 
MP 944/20, que prevê crédito para pequenas e médias empresas pagarem salários. Essa MP já havia sido aprovada pela Câmara e retornou do Senado com alterações. 
Reportagem – Carol Siqueira e Eduardo Piovesan
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Análise do concurso da Câmara dos Deputados 2014/2015 – Técnico ...

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