FOI RECEBIDO COM FESTA POR FAMILIARES E AMIGOS
Jorge Luiz Freitas dos Santos foi acusado por um crime que não cometeu aos 21 anos. Em setembro de 2018, uma adolescente de 17 anos foi sexualmente abusada, e a Justiça chegou até Jorge apenas pelo primeiro nome, que a vítima afirmou ter ouvido. O homem foi condenado em outubro de 2021 a uma pena de 9 anos e 4 meses de reclusão. Ele foi solto nesta quarta-feira (27), após revisão criminal.
O Tribunal de Justiça deferiu, por unanimidade, o pedido de revisão do crime apresentado pela Defensoria Pública do Ceará (DPCE), que apresentou novas provas e testemunhas que não haviam sido incluídas no processo inicial. A própria vítima modificou seu depoimento, reconhecendo ter feito uma associação equivocada baseada apenas no nome.
Foram quase quatro anos até Jorge Luiz receber seu alvará de soltura. Na saída da unidade de Horizonte, foi recebido por familiares e amigos, em clima de emoção. Seu filho, de apenas sete anos, comemorava dizendo que a família estava muito ansiosa, mas o mais ansioso era ele.
Segundo a Defensoria Pública, uma investigação própria foi realizada, ouvindo testemunhas e reunindo documentos que reforçaram a tese da defesa. Uma delas foi uma foto do rapaz enviada à mãe no momento do crime. Ele estava em casa, colhendo frutas e trocando mensagens com a mãe no WhatsApp.
“Infelizmente, a justiça também erra, mas não pode ser refém do erro. Jorge Luiz foi vítima de uma das formas mais graves de injustiça, mas hoje ganha a sua liberdade”, destacou o defensor público Emerson Castelo Branco.
“Eu quero dizer que hoje é um dia para se fazer história. Não desistimos de lutar e hoje Jorge está livre”, declarou o mecânico Silvio, pai de Jorge, enquanto abraçava o defensor Emerson.
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