As vazões das águas dos principais açudes do Ceará até o início de 2027 foram definidas em reunião realizada na última quarta-feira (8), em Limoeiro do Norte. Os comitês de seis bacias hidrográficas decidiram as alocações, transferências e usos permitidos dos recursos, que representam 70% das reservas hídricas do Estado.
Participaram os representantes das bacias do Baixo, Médio e Alto Jaguaribe, Banabuiú, Salgado e da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), além de técnicos da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) e da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).
Uma das principais decisões foi a alocação de 6 mil litros por segundo de água do sistema Orós/Castanhão para a Região Metropolitana de Fortaleza. Como adiantado pelo Diário do Nordeste, a medida foi tomada tendo em vista o pouco aporte recebido pelos açudes da RMF durante a quadra chuvosa.
Em entrevista à reportagem, Tércio Tavares, diretor de Operações da Cogerh, explica que a Região Metropolitana teve 30% a menos de água ao fim da quadra chuvosa do que o volume registrado no mesmo período de 2025. Por isso, a transferência dos recursos não ocorria desde 2021.
“A água que está chegando para Fortaleza hoje está vindo do Orós, que doa essa água para o Castanhão, e a mesma quantidade o Castanhão doa pra Fortaleza. O Castanhão está servindo de passagem. Essa água está sendo transportada por mais de 400 km para chegar na torneira de cada um dos habitantes da RMF”, explica.







Nenhum comentário: