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Liminares vetam aumento do gás no RJ, SE, AL e CE; Petrobras decide recorrer




A Petrobras decidiu recorrer contra quatro liminares concedidas pela Justiça para vetar o aumento do preço do gás nos estados do Rio de Janeiro, Sergipe, Alagoas e Ceará.

Dos cinco pedidos feitos por distribuidoras, apenas o do Espírito Santo foi negado pela Justiça. No Rio, uma liminar foi concedida à pedido da Assembleia Legislativa do Estado, com a alegação de que o aumento de 50% no valor do produto feria as normas de defesa do consumidor. Os pedidos aceitos foram feitos pelas distribuidoras CEG, do Rio de Janeiro; Cegas, do Ceará; Algas, de Alagoas; e Sergas, de Sergipe.


A estatal afirma que metade das companhias distribuidoras de gás “já tinha o suprimento contratado para 2022, cujas condições seguem sendo cumpridas rigorosamente nos termos e condições de preços e reajustes previamente acordados”.

Eles dizem que para suprir as demandas nacionais de gás natural também importam o produto da Bolívia e que “a alta demanda por GNL e limitações da oferta internacional resultaram em expressivo aumento do preço internacional do insumo, que chegou a subir cerca de 500% em 2021”.

No entanto, a Petrobras afirma que algumas distribuidoras de gás fizeram a opção nos últimos anos por contratos de curto prazo e, por isso, não possuíam ainda fornecimento contratado para o ano de 2022.

Justamente por isso, a estatal conduziu uma negociação com rodadas em janeiro, maio, setembro e novembro e ofereceram facilidades para essas companhias, como contratos com prazos de 6 meses, 1 ano, 2 anos e 4 anos e mecanismos para reduzir a oscilação dos preços, como, por exemplo, “referência de indexadores ligados ao GNL e ao Brent, opção de parcelamento e possibilidade de redução dos volumes nos contratos de maior prazo”.

A Petrobras diz que oito concessionárias aceitaram esse tipo de negociação.

Sobre as derrotas judiciais, a empresa informou que “irá interpor os recursos e ações cabíveis com vistas ao estabelecimento de preço de mercado para a venda do gás”.

Ceia de Natal custa em média R$ 268,45, aponta ABRAS



A cesta de Natal deste ano no Brasil custa na média R$ 268,45. O resultado foi apontado pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), que fez um levantamento dos 10 produtos típicos da ceia de Natal do brasileiro. O Sudeste ficou com a cesta mais barata (R$241,39), seguido pelo Nordeste (R$ 264,79), Sul (R$ 267,31), Centro-Oeste (R$ 271,64), e Norte (R$ 297,12). Foram avaliados os preços das aves natalinas, lombo, pernil, peru, tender, azeite, sidra, espumante, panetone e bombom.

O preço da ave natalina no Sudeste pode variar de R$ 13,98 a R$ 29,90, uma diferença de 114%, de acordo com a marca do produto. No centro-oeste, apesar da variação de preços ser menor, 106%, o quilo da ave natalina chega a R$ 32,99. ‘Pesquisar é fundamental para conseguir os preços mais baixos’, afirma Marcio Milan, vice-presidente da associação.

Para quem não dispensa o peru, o número de marcas do produto no Brasil varia de 3 a 5. O preço mínimo é de R$ 21,48, registrado no Sul do país. O peru mais caro foi encontrado no Norte, com valor que chega a R$ 34,88 e um preço médio de R$ 27,93.

O lombo tem o preço médio de R$ 33,42, e o tender é a carne mais cara da ceia de natal, com o preço do quilo de R$ 61,17 na média nacional. A variação, dependendo da marca do produto e da região pode chegar a 127%, caso da região Sudeste onde podem ser encontradas 27 preços em 14 marcas diferentes. No Centro-Oeste, a variação é bem menor, 8%, com preços que variam entre R$ 59,95 e R$ 64,98.

(*) iG ECONOMIA

Índice do BC dá sinal de alerta para risco de recessão ainda em 2021


A queda de 0,14% do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) no terceiro trimestre, divulgada na semana passada, acendeu o sinal de alerta para o risco de recessão ainda em 2021. Como o PIB ficou negativo em 0,1% nos três meses anteriores, o país entrará em recessão técnica — que ocorre quando há queda consecutiva em dois trimestres — na contramão do otimismo da equipe econômica.

Devido à deterioração da política fiscal e das perspectivas para a economia brasileira, grandes instituições financeiras, como o Itaú Unibanco, preveem queda de 0,5% no PIB de 2022, enquanto as estimativas de crescimento da economia global, pelas projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), é de expansão de 4,7%.

Em 2020, quando o PIB brasileiro encolheu 4,1%, a taxa média de queda do PIB mundial foi de 3,5%. E o Brasil continua tendo desempenho pior do que a média global, apesar de o ministro da Economia, Paulo Guedes, dizer o contrário. A previsão da equipe econômica para o crescimento do PIB deste ano, de 5,2%, está abaixo da média de avanço global, de 5,7%, conforme as projeções do FMI.

Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos, reforça que a instabilidade do mercado financeiro é resultado da perda de confiança no governo e da falta de avanços na agenda econômica. "Não tivemos as reformas tributária e administrativa e, agora, surge a discussão de reajuste para servidores. A defesa da responsabilidade fiscal fica cada vez mais distante. Se o Executivo não sinalizar algo nessa direção, não será o Congresso. Em um ano eleitoral, o que não vai faltar é pedido por recursos para bases", lamenta.

"A credibilidade do governo foi sendo perdida ao longo do mandato, e o que se viu foi a concentração de poder no Congresso e um Executivo com dificuldade de propor políticas econômicas que fizessem sentido", avalia Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados. Ele ressalta que esses problemas ficaram mais evidentes neste ano. "O pior é a percepção escancarada de uso da política fiscal com objetivos eleitoreiros, de forma tão explícita, a ponto de quebrar a regra do teto de gastos, que o próprio ministro dizia ser intocável", afirma. Ele prevê crescimento zero do PIB de 2022, e não descarta o risco de uma recessão no próximo ano.

Guedes diz que dólar alto estimula investimentos no país

O Antagonista
Paulo Guedes
O dólar alto, acima do nível de equilíbrio, estimula os investimentos no Brasil, disse hoje (18) o ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo ele, as empresas estrangeiras que investirem no país podem ter ganhos extras com a desvalorização da moeda.

Em evento promovido pela Secretaria de Política Econômica da pasta, o ministro atribuiu ao clima político e a ruídos externos a alta recente da moeda norte-americana. “O dólar foi lá em cima por causa desse barulho político, incerteza, briga, confusão. Os fundamentos econômicos estão sólidos, estão aí os gatilhos fiscais, os marcos regulatórios, o Banco Central independente, o déficit em queda”, declarou.

Para Guedes, o investidor terá um adicional de ganhos com a alta do dólar. “Os fundamentos estão aí e o dólar está lá em cima ainda por causa da barulheira infernal. Não tem problema, quem entrar agora [investir no país agora] tem uma margem adicional de ganho. Além do que vai ganhar no projeto em si, [a empresa] está entrando com um dólar favorável, que está acima da taxa de equilíbrio”, comentou o ministro.

O ministro defendeu a independência da autoridade monetária. Para ele, as eleições de 2022 estarão livres de interferências do Banco Central (BC) no câmbio, porque será a primeira vez em que a disputa ocorrerá com o BC submetido às regras de independência.

Guedes repetiu estimativas repassadas recentemente, segundo as quais o Brasil receberá R$ 500 bilhões em investimentos privados nos próximos anos. Ele disse ter sido informado, na viagem recente do presidente Jair Bolsonaro ao Oriente Médio, de que investidores árabes pretendem comprar dois times de futebol no Brasil.
Saúde

O ministro comentou a redução dos gastos com a saúde no próximo ano por causa da contenção da pandemia de covid-19. Embora tenha dito que a alocação de recursos dependa do Congresso, Guedes disse que a diminuição das despesas com saúde poderá dar mais espaço para aumentos de salários para os servidores.

(*) CONTEÚDO iG

Em meio a veto chinês, governo brasileiro vai exportar carne bovina à Rússia

O embargo da China à carne do Brasil já dura mais de dois meses. Mas a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, anunciou ONTEM,  quarta-feira (17) que a Rússia vai firmar parceria com o Brasil para exportação de carne com tarifa zero de importação por seis meses.

“O governo russo anunciou que abrirá uma cota de 300 mil toneladas de carne (200 mil toneladas de carne bovina e 100 mil toneladas de carne suína) com tarifa zero de importação por seis meses, mercado que pode ser utilizado pelo Brasil”, publicou em seu perfil no Twitter.

No início deste mês, um levantamento da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) mostrou que o volume de exportações de carne bovina brasileira caiu 43% no mês de outubro quando comparado ao mesmo período de 2020.

O veto chinês à carne brasileira reflete diretamente nesses números. A China é o principal comprador de carne bovina nacional e corresponde a 60% dos embarques feitos nos portos brasileiros.

O presidente Jair Bolsonaro disse, em entrevista à rádio Cultura FM, no dia 10 de novembro, que o bloqueio da China não é consequência do seu relacionamento com o país asiático ou com o presidente Xi Jinping.

A Rússia também havia imposto restrições à carne bovina brasileira depois que dois casos atípicos da doença da “vaca louca” foram detectados em frigoríficos localizados no Brasil.

Um novo acordo com o país do Leste Europeu pode voltar a dar segurança aos países que importavam a carne brasileira, algo que o governo brasileiro vem tentando fazer, mostrando que o país não tem registros de casos de contágio “da doença da vaca” louca entre os animais.

(*) CNN

Governo Bolsonaro deve ter lucro recorde com combustíveis; gasolina chega a R$ 8

Cofres da União acabarão 2021 com uma arrecadação de ao menos R$ 70,1 bilhões com os recursos vindos do setor. Preço médio da gasolina é de R$ 6,710 o litro, e do diesel R$ 5,339.
RBA > DIÁRIO DO BOLSO


Parece que somente a população tem se prejudicado com a alta dos combustíveis no governo de Jair Bolsonaro. Com o preço médio do gás de cozinha a R$ 102,48, a gasolina a R$ 6,710 o litro, e o diesel a R$ 5,339, os cofres da União acabarão 2021 com uma arrecadação de ao menos R$ 70,1 bilhões com os recursos vindos do setor.

Segundo levantamento feito para o G1 pelo fundador e diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, o governo “nunca arrecadou tanto na área de óleo e gás como hoje em dia”.

A União ganha em três frentes: via arrecadação, dividendos e royalties. A arrecadação de PIS e Cofins até setembro trará R$ 15,2 bilhões ao governo. Estes são os tributos federais que incidem sobre os combustíveis. Já com os dividendos da Petrobras, ou seja, a parcela do lucro que a estatal distribui para os acionistas, serão R$ 23 bilhões.

Além disso, há R$ 31,9 bilhões e participação especial e royalties previstos até o fim deste ano. Esse dinheiro é pago pelas petroleiras à União para ter direito a explorar o petróleo.
Preço dos combustíveis aumenta

Enquanto isso, a população sofre com sucessivos aumentos nos preços dos combustíveis. Levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) referente à semana de 31 de outubro a 6 de novembro indica que o gás de cozinha chegou a R$ 140 o botijão de 13 kg em Sorriso, Mato Grosso.

O preço médio no País ficou em R$ 102,48, alta de 0,4% contra a semana anterior. O último aumento do produto foi realizado pela Petrobras em 9 de outubro, da ordem de 7%. O preço mais baixo encontrado pela ANP foi em Araçatuba, São Paulo, de R$ 75 o botijão.

A gasolina comum ficou em R$ 6,710 o litro em média, sendo que o maior valor foi de R$ 8, encontrado em Bagé, no Rio Grande do Sul, e o menor a R$ 5,297 em Atibaia, São Paulo. Já o preço do diesel subiu 2,4% em uma semana, refletindo ainda o aumento da Petrobras anunciado em 26 de outubro.

Segundo a ANP, o preço médio ficou em R$ 5,339 o litro, sendo o mais caro encontrado a R$ 6,70 em Cruzeiro do Sul, no Acre, e o mais barato a R$ 4,299 em Sumaré, São Paulo.

(*) FORUM
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Gasolina e diesel começam a faltar nos postos do DF, dizem distribuidores

 

ATUALIZAÇÃO: 11:49

ROSANA HESSEL

Após os alertas dos distribuidores, a gasolina e o diesel começam a faltar nos pontos de venda do Distrito Federal devido à escassez do produto. De acordo com donos de postos de combustíveis, o estoque está baixo e pode zerar até amanhã devido à “adequação” da Petrobras.

“A Petrobras não está conseguindo atender aos pedidos e as distribuidoras não querem importar, devido ao preço mais alto por conta do dólar valorizado”, disse Paulo Tavares, presidente do Sindicombustíveis-DF, nesta sexta-feira (05/11) em entrevista ao Blog. Ele alertou para o problema há três semanas quando a estatal anunciou a redução das cotas a partir deste mês.

“Conforme alerta anteriormente feito pelas distribuidoras e por mim, além do diesel, gasolina comum e aditivada entraram em adequação. Portanto, todos os postos do DF estão recebendo produtos menos que a demanda. Fica o alerta. Situação se agravando confirme alertado”, destacou Tavares, que descartou a greve dos caminhoneiros como motivo para a falta do produto nos postos. “Hoje, eu recebi menos combustível do que ontem e, amanhã, a situação pode ficar crítica e eu posso não ter o que vender”, afirmou.

A queda de braço entre distribuidores e a Petrobras deve ser dura, porque ninguém quer arcar com as perdas das mazelas do governo Jair Bolsonaro que, ao tentar quebrar regras fiscais com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios e ainda abrir espaço para emendas parlamentares, está provocando insegurança no mercado financeiro e impacta diretamente no dólar.

Procurada, a Petrobras ainda não comentou o assunto.

(*)CB
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Presidente Bolsonaro afirma que governo não interferirá em preços



Na véspera de um novo reajuste do preço dos combustíveis, o presidente da República, Jair Bolsonaro, garantiu, ontem (24), que o governo federal não vai interferir na execução da atual política de preços da Petrobras e de nenhum outro setor.

Bolsonaro, no entanto, confirmou que tem conversado com o ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre o futuro da empresa energética, não descartando, inclusive, a opção de privatização – hipótese que admitiu ser “complicada.”

“Alguns querem que a gente interfira no preço, mas não vamos interferir no preço de nada. Isto já foi feito no passado e não deu certo”, disse o presidente ao admitir que não tem poderes para influenciar na definição de negócios e de preços da companhia.
Petrobras

Criada em 1953, como empresa estatal responsável por garantir o monopólio da produção petrolífera nacional, a Petrobras se tornou uma sociedade de economia mista em 1997. Desde então, embora o Estado continue sendo o principal acionista, ela deve seguir regras de mercado, assegurando os interesses dos demais acionistas.

“Não tenho poderes para interferir na Petrobras. Tenho conversado com o Paulo Guedes sobre o que propormos fazer com ela para o futuro. É um monopólio, a legislação a deixa praticamente independente. Eu indico o presidente [da empresa], e nada mais que isto”, comentou Bolsonaro, que, esta manhã, visitou o Parque de Exposições da Granja do Torto, em Brasília, na companhia do ministro da Economia, Paulo Guedes. “E privatizá-la não é colocar na prateleira e tudo bem. É complicada a situação. Eu teria privatizado muito mais coisas se não tivesse essa burocracia toda”, acrescentou.

Ao falar com a imprensa e com apoiadores, o presidente reconheceu o impacto dos sucessivos aumentos dos combustíveis na inflação brasileira, mas assinalou que o preço dos combustíveis vem subindo em praticamente todos os países.”Infelizmente, pelo preço do petróleo lá fora e o comportamento do dólar aqui dentro, teremos um novo reajuste do preço dos combustíveis a partir de amanhã [25]. Prevendo isto, nós discutimos bastante um auxílio aos caminhoneiros. Sabemos que é pouco, R$ 400 mensais, mas estamos fazendo isto no limite da responsabilidade fiscal”, comentou, a respeito da proposta federal de conceder uma ajuda financeira temporária a cerca de 750 mil caminhoneiros de todo o país, em função da alta do preço do diesel.
Impostos

Preço da gasolina chega a R$ 7,10 e litro do álcool bate R$ 6,67 no Ceará


Preço da gasolina no Ceará aumenta R$ 0,10 em uma semana e litro chega a ser vendido por R$ 7,10 no Estado (foto: AURELIO ALVES)


Em mais uma semana de aumento, a variação no preço dos combustíveis no Ceará mantém a escalada. O preço cobrado pelo litro da gasolina nos postos do Estado chega a R$ 7,10. O etanol hidrato, álcool veicular, chega a ser vendido por R$ 6,67. Os valores foram informados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

O levantamento leva em consideração monitoramento feito entre os dias 17 e 23 de outubro em cerca de 208 postos de combustíveis no Estado. Ao todo, foram consultados os preços praticados em 12 municípios cearenses.

Com a variação de preços entre os pontos de venda e localidade, o preço médio da gasolina comum no Estado ficou em R$ 6,59. O menor preço encontrado foi de R$ 5,95 em Fortaleza. Já o litro do álcool teve preço médio de R$ 5,61 no Estado, variando entre R$ 4,99 e R$ 6,67

No comparativo com os demais estados do Nordeste, o Ceará apresenta o terceiro litro de gasolina mais caro da região. Estado está atrás do Rio Grande do Norte que apresenta preço médio de R$ 6,94 e do Piauí, onde o litro da gasolina comum é vendido em média por R$ 6,90.

O maior preço encontrado na região fica no Piauí, onde a gasolina chega a ser vendida por R$ 7,15. No período de um mês, o preço médio da gasolina no Ceará aumentou R$ 0,61e o litro do álcool teve acréscimo de R$ 0,13.

A pesquisa da ANP destaca ainda uma variação de R$ 0,10 centavos no preço da gasolina no Ceará em uma semana. Antes disso, Estado havia registrado uma variação de preço de 9,09%, aumentando R$ 0,51 entre os dias 10 e 16 de outubro.

(*) O POVO
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Furo no teto de gastos provoca debandada no Ministério da Economia

 

Quatro secretários do Ministério da Economia pedem demissão após Paulo Guedes ceder a pressões do presidente Jair Bolsonaro e admitir mudanças na regra que limita o crescimento das despesas públicas. Analistas preveem elevação de juros.

Considerado um dos principais defensores de uma política de equilíbrio fiscal, Bruno Funchal deixa o cargo por divergir dos rumos do governo - (crédito: Ministério da Economia/Divulgação)


Depois de aceitar mudanças na regra do teto de gastos para garantir a implementação do Auxílio Brasil, o novo programa fiscal desejado pelo presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, perdeu mais quatro integrantes da pasta. Pediram demissão, “por motivos pessoais”, o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal; o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt; a secretária especial adjunta do Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas; e o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araújo.

A pasta ainda não informou o nome dos substitutos, mas disse que, até serem nomeados, os atuais secretários continuam no cargo. Ao O Estado de S. Paulo, Funchal, considerado o principal fiador da política fiscal, disse que a saída foi “uma questão de princípios”. Ele Bittencourt foram para a Economia a convite do ex-secretário especial da Fazenda Waldery Rodrigues, que deixou o cargo em maio deste ano.

De acordo com fontes ouvidas pelo Correio, são cogitados como substitutos de Funchal o ex-ministro do Planejamento e atual chefe da Assessoria Especial de Assuntos Institucionais do Ministério da Economia, Esteves Colnago, e o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, João Manoel Pinho de Mello, cujo mandato no BC termina em 31 de dezembro.
Licença para gastar


A nova debandada na pasta ocorre após as afirmações de Guedes, na quarta-feira, de que pediria uma “licença” para desobedecer a regra do teto, vista como um dos principais mecanismos de controle fiscal. A virada populista do ministro fez o dólar atingir a maior cotação em seis meses e a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) desabar (leia na página 8). No mercado financeiro, a declaração foi vista como a confirmação de que o teto passou a ser uma referência meramente formal, que pode ser ajustado conforme as conveniências do governo. Com a queda da Bolsa, os investidores perderam R$ 284,4 bilhões, em um único dia, no valor de mercado das ações, segundo cálculos da consultoria Economatica.

“Guedes criou hoje o teto de gastos endógeno. Quando as despesas batem no teto e o governo quer gastar mais, eleva-se a altura do teto. Se eu soubesse que seria assim, não teria perdido tanto tempo criticando o teto de gastos”, ironizou o economista José Luis Oreiro, professor da Universidade de Brasília (UnB).

(*) CORREIO BRAZILIENSE
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Bancos lucram R$ 60 bilhões em 6 meses no Brasil; alta de 53%

BRASIL INDEPENDENTE (IMAGEM)


Bancos lucram R$ 60 bilhões em 6 meses no Brasil – Os bancos registraram um lucro de R$ 62 bilhões no Brasil, no primeiro semestre de 2021, segundo dados do Relatório de Estabilidade Financeira divulgado há pouco pelo Banco Central.

O resultado é 53% maior do que o registrado de janeiro a junho do ano passado.

“Os resultados tendem a seguir melhorando com o avanço da vacinação e com a recuperação da atividade econômica, mas as incertezas do atual momento econômico seguem acima do usual. Uma recuperação mais lenta da atividade pode prejudicar o cenário para a rentabilidade do sistema à frente” – Banco Central

“Após queda significativa no primeiro semestre de 2020, a rentabilidade do sistema recuperou-se e retornou aos níveis pré-pandemia. As despesas com provisões se reduziram e devem se estabilizar próximo dos patamares atuais. Apesar de as perspectivas serem mais favoráveis, riscos permanecem no horizonte” – Banco Central

(*) Brasil Independente
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Após novo reajuste, Bolsonaro afirma que não tem poder sobre a Petrobras

 

Mesmo com a alta de 7,2% dos combustíveis, presidente diz que não pretende interferir na estatal e culpa o 'fique em casa' pela alta da inflação.
(crédito: redes sociais/ reprodução)


O presidente Jair Bolsonaro afirmou ontem que não vai interferir na política de preços da Petrobras, depois da nova alta anunciada, de 7,2%, que vale a partir de hoje para as refinarias. “Tenho falado com Paulo Guedes, não basta a economia, você tem que ter viés político”, disse Bolsonaro, que participou da 1ª Feira Brasileira do Nióbio, em Campinas (SP). Apesar disso, ele afirmou: “Não tenho poder sobre a Petrobras. Já tivemos experiência de congelamento no passado”. O chefe do Executivo deu as declarações ao ser questionado sobre medidas para conter o preço dos combustíveis, principal vilão da inflação, que chegou a 10,25% no acumulado em 12 meses, maior índice registrado desde 2016, além das negociações do Auxílio Brasil, programa social que substituirá o Bolsa-Família.

Mais cedo, em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse que outros países estão sofrendo com inflação ainda maior. Citou que o preço do gás no Reino Unido subiu 300% nos últimos meses e 200% em média na Europa e que alguns países do continente passam por desabastecimento. “Um dos países que menos sofreram na economia com a pandemia fomos nós. Aí fora, a Inglaterra, 300% de aumento do gás. 200% em média na Europa. Alimentos em falta lá. Não é apenas inflação. O pessoal reclama daqui, mas aqui estamos pagando aquela do fique em casa, a economia a gente vê depois. Eu falei que não podia fazer isso. Mas a gente tá recuperando aí”, disse.

Bolsonaro pretende permanecer em Campinas neste feriado prolongado e retornar a Brasília na quarta-feira. Foi o que ele disse a um grupo de apoiadores na porta do Palácio da Alvorada, na manhã de ontem. Com apoio do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o governo pretende alterar a incidência do ICMS, que é imposto estadual, sobre os combustíveis, mas enfrenta resistência de governadores. Bolsonaro garantiu também que não haverá rompimento de contratos em seu governo: “Quando se fala em combustível, somos autossuficientes, mas por que esse preço atrelado ao dólar? Eu posso agora rasgar contratos? Como é que fica o Brasil perante o mundo?”.

O discurso do presidente na cidade paulista chegou a ser interrompido por gritos de “Fora Bolsonaro” e outras críticas ao governo. Ele reagiu ao microfone: “Não vamos chegar ao nível deles. Sairei daqui imediatamente se essa manifestante me responder quanto é 7 vezes 8 ou a raiz quadrada de quatro”. Ele admitiu, entretanto, que sua gestão tem falhas. “Em parte dá certo nosso governo, não vou falar que é tudo 100%”. E voltou a afirmar que não tem corrupção no governo. “Pode haver um dia, mas não vai ser por incentivo”, sem mencionar as suspeitas de irregularidades no Ministério da Saúde.

O chefe do Executivo federal participou da feira de nióbio e da inauguração de estruturas do Sirius, superlaboratório que faz espécie de “raio-X superpotente” de diversos tipos de materiais em escalas de átomos e moléculas. A agenda de pouco mais de duas horas começou com a visita ao acelerador de partículas. O presidente, assim como parte da comitiva, não usava máscara de proteção – entre eles os ministros da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes; da Educação, Milton Ribeiro; e da Defesa, Braga Neto.

(*) Correio Braziliense
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Alta dos combustíveis faz 3 de cada 10 mudarem forma de locomoção

 

Andar a pé é escolha de 22% dos donos de carro, enquanto motociclistas optam por bicicletas e apps, mostra Webmotors.

Brasileiros reavaliam maneira de se locomover

EDU GARCIA/R7 - 18.12.2019

O aumento no valor do combustível nos últimos meses fez com que quase um terço (31%) dos consumidores reavaliasse o modo como se locomovem, de acordo com um levantamento do Webmotors Autoinsights.

Conforme os entrevistados, os proprietários de carro passaram a andar mais a pé (22%). Outros 21% investiram em uma moto. Já para os motociclistas, as principais alternativas são a bicicleta (33%) e os carros por aplicativos (29%).

Questionados sobre a frequência com a qual visitam os postos de combustíveis, a maioria dos entrevistados afirma que costuma ir aos locais de abastecimento uma vez por semana, independentemente do veículo que utilizam.

Já quando o assunto é o rendimento do combustível, 74% dos respondentes costumam avaliar de alguma forma a qualidade do combustível antes de abastecer o veículo. Destes, 52% dos que possuem carro e 46% dos que possuem moto disseram que fazem cálculos para avaliar a opção do combustível.

Entre as escolhas, a gasolina comum é apontada como a primeira opção para 64% dos usuários de motos e 43% dos que possuem carro. Para os motoristas, 39% acreditam que a gasolina tem maior rendimento quando comparada a outras opções de combustível, como o etanol, que aparece na segunda posição como o mais utilizado pelos brasileiros.

Dos que preferem o etanol, 22% são donos de carro e outros veículos e 6% possuem motos e colocam o preço como fator determinante na hora da escolha (cerca de 70%), já que a inflação do álcool combustível supera a da gasolina ao longo do último ano.

Dados coletados semanalmente pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) nos postos apontam que o preço médio cobrado pelo litro da gasolina saltou 35,9% somente neste ano, de R$ 4,483 para R$ 6,092. A variação do etanol é ainda maior, de quase 50%.

(*) R7
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