A denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE) contra uma organização criminosa formada por 16 policiais militares, em Fortaleza, elencou ao menos 12 situações em que os agentes estariam envolvidos com crimes, como extorsão e corrupção. Os PMs foram presos preventivamente na Operação Kleptonomos, deflagrada na última terça-feira (29).
No dia 3 de dezembro de 2022, policiais militares teriam atirado em traficantes que recusaram pagar propina, em uma abordagem realizada na comunidade do Pôr do Sol, na Grande Messejana, segundo a denúncia do MPCE - apresentada à Justiça Estadual no dia 21 de maio deste ano.
R$ 600
teriam sido cobrados por uma composição policial como 'cota' (expressão utilizada pelo grupo para identificar a propina). Entretanto, os criminosos estavam acostumados a pagar R$ 100 ou R$ 150, nas abordagens rotineiras.
Os investigadores do MPCE tiveram acessos a áudios e mensagens que revelaram que os traficantes acharam o valor elevado. "Na ocasião, os infratores se negam a pagar tal quantia e dizem que os agentes de segurança pública estariam mal-acostumados", narrou a denúncia.
"Ocorre que, logo em seguida, os áudios mostram que os policiais teriam efetuado disparos de arma de fogo contra os referidos traficantes, tendo em vista a negativa de pagamento da 'cota' por parte dos mesmos", completou o MPCE. Pelo menos um homem ficou com ferimentos na perna, causados pelos disparos.
Estariam na viatura o sargento da Polícia Militar do Ceará (PMCE) Marcondes de Oliveira Braga e os soldados Danyvan Robert Souza da Silva e Airton Uchoa de Sousa Pereira. Eles foram denunciados pelo MPCE por integrar organização criminosa; colaborar, como informante, com grupo, organização ou associação destinada a praticar tráfico de drogas; e corrupção passiva; e foram presos na Operação.
(*) Diário do Nordeste







Nenhum comentário: